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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

UM FELIZ E ABENÇOADO NATAL!!

NATAL, um momento doce e cheio de significado para as nossas vidas.

É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca.

É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos corações.

É sempre tempo de contemplar aquele menino pobre, que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui.

Noite cristã, onde a alegria invade nossos corações trazendo a paz e a harmonia.

O Natal é um dia festivo e esperamos que o seu olhar possa estar voltado para uma festa maior, a festa do nascimento de Cristo dentro de seu coração.

Que neste Natal você e sua família sintam mais forte ainda o significado da palavra amor, que traga raios de luz que iluminem o seu caminho e transformem o seu coração a cada dia, fazendo que você viva sempre com muita felicidade.

Também é tempo de refazer planos, reconsiderar os equívocos e retomar o caminho para uma vida cada vez mais feliz.

Teremos outras 365 novas oportunidades de dizer à vida, que de fato queremos ser plenamente felizes.

Que queremos viver cada dia, cada hora e cada minuto em sua plenitude, como se fosse o último.

Que queremos renovação e buscaremos os grandes milagres da vida a cada instante. Todo Ano Novo é hora de renascer, de florescer, de viver de novo.

Aproveite este ano que está chegando para realizar todos os seus sonhos!

O EJC TEIXEIRA DESEJA A TODOS UM FELIZ E ABENÇOADO NATAL!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Padre José Nildo comemora mais uma primavera


Em 19 de novembro de 1971, no distrito de Palestina município de Santana dos Garrotes, nasce, uma criança sorridente, alegre e um ser iluminado por Deus, José Nildo Lopes é seu nome. Filho de Antônio Pereira Lopes e Terezinha Lopes de Assis.

Sempre viveu no campo, com uma família firmada na Fé, inabalável sustentada pelo amor misericordioso de Deus. Nunca se pode desconfiar dentre a Família de qual seria a missão que essa criança recebera do nosso Pai criador de todas as coisas, mas, acreditava-se que um dia ele seria uma pessoa iluminada, pois, desde cedo mostrava dedicação nos estudos e nos trabalhos, ajudando assim a seu Pai na roça.

Viveu no campo até os 24 anos de idade. No ano de 1994 o Senhor Deus convida o Jovem José Nildo à ser sacerdote de sua igreja, iniciando neste ano por meio de uma visita de missionários a sua vida vocacionada. Ao longo que os anos passava-se era confirmado o chamado na vida deste jovem para a missão de ser Cristo para outras pessoas.

Sua vida seminarística inicia-se no seminário menor em Patos no ano de 1996, onde começou a estudar e se aprofundar sobre assuntos referentes à santa igreja. No ano de 1997 o então Seminarista passa para o seminário maior Imaculada Conceição na cidade de João Pessoa, fazendo curso superior integrado de Filosofia e Teologia, tendo conclusão em 2002. No ano seguinte foi feito o estágio pastoral na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima em Patos, iniciando em fevereiro de 2003. 

Eis que chega a hora mais esperada, aos 26 de novembro de 2004 pela imposição das mãos do bispo Dom Manuel dos Reis de Farias, na catedral N.S da Guia, igreja Mãe da diocese recebe o primeiro grau da ordem o Diaconato, Seguido de 8 meses de serviço pastoral na paróquia de N.S de Fátima.

Aos 05 de agosto de 2005, o povo do município de Santana dos Garrotes acorda diferente, pois aconteceria nesta data a ordenação do filho da Terra o Padre José Nildo Assim já carinhosamente chamado por muitos. Ele receberia pelas mãos do excelentíssimo e reverendíssimo bispo diocesano, o grau presbiteral.

Após sua ordenação o neo-sacerdote permaneceu na mesma paróquia de estágio, por um período de 06 meses; quando foi convidado pelo bispo diocesano e o conselho presbiteral para ser o pastor da paróquia de Santa Maria Madalena em Teixeira em 12 de Fevereiro de 2006, data da posse.

Nossa Comunidade de Fé se alegra muito por ter este irmão que nos entende e nos guia nos passos de Jesus, Nós só temos que agradecer a Deus pela vida do nosso administrador paroquial que Deus o bom Pastor o guie sempre e o abençoe, Nossa Padroeira interceda por sua vida e missão.

O EJC Teixeira comemora esse grande dia e deseja toda felicidade do mundo ao nosso Dirigente espiritual PE. JOSÉ NILDO!!

Com PASCOM Paroquial

domingo, 4 de agosto de 2013

Vocações e o Chamado do Senhor


A Igreja sempre procura zelar pelas vocações e por isso reza e convida a comunidade a prestar este serviço que é a oração pelas vocações. Este gesto de pedir vocações é um pedido de Jesus, pois quando estava diante das multidões teve compaixão porque eram como ovelhas sem pastor. Ele mesmo disse: “Pedi ao Senhor da Messe que envie operários para a sua colheita, pois a messe é grande e poucos são os operários”. 

Para intensificar este trabalho vocacional a Igreja Católica consagrou o mês de agosto como “o mês vocacional”. O Reino de Deus precisa de anunciadores e anunciadoras por isso mesmo devemos nos preocupar no sentido de motivar e incentivar as pessoas a uma resposta positiva ao chamado de Deus. No relacionamento vocacional existe aquele que se chama (Deus) e os chamados (nós). 

O primeiro grande chamado que recebemos de Deus foi o chamado à vida. Todas as pessoas independentemente de religião podem usufruir desse dom maravilhoso que é a vida. Esta vida brota do coração de Deus. Os que fazem arte da comunidade cristã são chamados pelo batismo ao serviço do Reino. Por isso damos uma importância tão grande ao Sacramento do Batismo, pois através dele somos parte do corpo de Jesus que é a Igreja. Somos chamados a ser discípulos e missionários de Jesus e o que fazemos como membros da família dos batizados. Quando vivemos em comunidade estamos respondendo à vocação batismal. 

Ao longo da vida cristã podemos descobrir qual a vontade de Deus para nós. Há vários caminhos, varias maneiras de servir a Deus e aos irmãos e irmãs. Temos as vocações específica, isto é chamado especial de Deus para uma total consagração. 

— Vocação Matrimonial: Através deste chamado homens e mulheres (jovens) procuram responder ao apelo de Deus formando uma família, tornando-se colaboradores da obra da criação. Através do Sacramento do matrimônio os casais que se amam assumem o compromisso de testemunhar o amor de Deus no serviço aos filhos e à comunidade desempenhando a sua missão como batizados que ouviram o chamado de Jesus e na vida matrimonial testemunham sua fé. Esta vocação é lembrada na segunda semana e Agosto. 

— Vocação Religiosa: Esta ‘e uma forma de muitos jovens (moças e rapazes) consagrarem a Deus a sua vida. Vivendo de forma radical o chamado de Deus. Temos muitas religiosos que dedicam a sua vida aos irmãos e irmãs sem reservas. O campo da missão é imenso no Brasil e em outros países. Os religiosos que são também missionários se lançam pelo mundo inteiro e superam as fronteiras para levar a todos o Evangelho de Jesus, fazendo da sua vida um serviço constante à vida e principalmente onde a mesma está mais ameaçada. Na terceira semanas de Agosto rezamos pela vocação Religiosa. 

— Vocação Sacerdotal: Jesus no início da sua missão chamou pessoas para acompanha-lo e entre estas pessoas estavam alguns homens (Apóstolos) a quem Ele confiou a missão de continuar a perpetuar a sua presença no mundo. Quando Ele disse “vem e segue-me” fez a primeira experiência de pastoral vocacional. Aqueles primeiros ouviram e deixando tudo seguiram a Jesus. Jesus deixou com os seus primeiros seguidores apóstolos algumas tarefas muito nobres que eram tarefas dele mesmo, mas que precisava de pessoas para continuar a sua obra redentora. A celebração da Eucaristia e o perdão dos pecados são as principais tarefas dos apóstolos que hoje são os sacerdotes, os padres. O padre é alguém que entrega a sua vida através do ministério assumido na sua ordenação conferida pelo bispo. Ele assume a vida celibatária (não casado) para entregar-se mais plenamente à sua missão de pastor da comunidade. Na primeira semana de Agosto rezamos pelos padres e pela vocação sacerdotal. 

— Entre as vocações especiais podemos lembrar de modo particular a vocação do(a) Catequista que é tão importante para a continuação da fé em Jesus Cristo. São homens e mulheres que se doam para a formação de nossas crianças, nossos jovens e adultos. Na ultima semana de Agosto rezamos por todos os catequistas. 

Todas as vocações nascem de uma fonte chamada Batismo. A Igreja precisa de pessoas que vivam o seu batismo e por isso dão uma resposta positiva a Deus para o serviço na comunidade e na sociedade. Vocação é chamado de Deus e por isso é serviço. Como Jesus queremos ser servidores e servidoras para que todos tenham vida plena. 

“Enviai Senhor, operários para a vossa messe, pois a messe ‘e grande, as comunidades são muitas, a missão ‘e urgente e os operários são poucos”. Somos todos convidados a ajudar as vocações rezando e colocando financeiramente para a formação de nossos vocacionados e vocacionadas para que tenham uma boa formação e, sobretudo o apoio e o incentivo para uma resposta segura ao chamado de Deus.

Dom Eraldo Bispo da Silva
BISPO DIOCESANO  

FONTE: PASCOM Diocesana

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Incorpore o PHN na sua vida

Somos escolhidos por Deus. Ele investiu tudo para que busquemos a santidade e marchemos para "céus novos e uma terra nova". Saiba: a cada dia esta realidade está mais próxima. A nossa meta é esta; nós estaremos lá com todos os santos – não só os beatificados e canonizados – mas também com aqueles que, em meio a inúmeras dificuldades, romperam com o pecado, venceram suas fraquezas e terminaram seu percurso, vitoriosos, na graça de Deus e, hoje estão no Céu.

Porque somos fracos, temos de ser determinados como os alcoólatras e dependentes de drogas. Eles aprendem que a única maneira de deixar o vício é se decidir. Dizer: "vou parando aos poucos" é ilusão. A decisão tem de ser radical!

Com o pecado é a mesma coisa: é preciso tomar a decisão e romper definitivamente. É preciso assumir o PHN! Por Hoje Não, por hoje não vou mais pecar: por hoje eu não bebo mais; por hoje eu não uso mais drogas; por hoje eu não peco mais. E no dia seguinte repetir a mesma coisa e, assim, incorporar o PHN em sua vida.

[Monsenhor Jonas Abib]
Fundador da Comunidade Canção Nova

sábado, 18 de maio de 2013

Pentecostes: A Festa da Unidade

Durante cinquenta dias iniciados no Domingo da Ressureição e que se prolongam por sete semanas, a Liturgia nos faz refletir sobre o grande mistério da Páscoa, da Ressureição do Senhor. O calendário de Jesus conosco foi muito intensivo: Nascimento (Encarnação do Verbo), Missão Pública (Formação dos Discípulos e Sinais do Reino), Paixão, Morte e Ressurreição (Mistério Pascal) e Ascensão (Volta ao Pai) com o cumprimento da promessa do Espírito Santo.

Quem é o Espírito Santo para nós? Esta não é uma pergunta de fácil resposta, pois se trata de um tema profundamente Bíblico – Teológico e exige uma profissão de Fé no Deus – Trindade: Pai – Filho – Espírito Santo.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, citando o Evangelho, ‘ó mundo não pode acolhê-lo, porque não o vê nem o conhece “enquanto que os que creem em Cristo o conhecem, porque ele permanece com eles (João, 14,17).

A Igreja é o lugar do conhecimento do Espírito Santo:
Nas Escrituras que ele inspirou;
Na Tradição, da qual os padres da Igreja são as testemunhas sempre atuais;
No Magistério da Igreja, ao qual ele assiste;
Na Liturgia Sacramental, através das suas palavras e dos seus símbolos, onde o Espírito Santo nos coloca em comunhão com Cristo;
Na Oração, na qual ele intercede por nós;
Nos Carismas e nos mistérios, pelos quais a Igreja é edificada;
Nos sinais de vida apostólica e missionária;
No testemunho dos Santos, onde ele manifesta sua santidade e continua a obra da salvação.

A Santíssima Trindade é o Mistério do Amor, a comunidade perfeita onde não há relacionamento de superioridade nem inferioridade, mas uma comunhão de vida: “mas ao adorar a Santíssima Trindade, vivificante, consubstancial e indivisível, a fé da Igreja professa também a distinção das pessoas. Quando o Pai envia o seu Verbo, envia sempre o seu sopro: Missão conjunta em que o Filho e o Espírito Santo são distintos, mas inseparáveis. Sem dúvida, é Cristo que aparece, ele, a imagem visível do Deus invisível, mas é o Espírito Santo que o Revela.

Os símbolos do Espirito Santo: Água, Unção, Fogo, a Nuvem, a Luz, o Selo, a Mão, o Dedo e a Pomba. São imagem e gestos que expressam a ação do Espirito Santo de Deus em nossa vida. Nos sacramentos e na Liturgia estes símbolos são usados para ajudar na interiorização desta força do alto, deste sopro de Deus para a humanidade.

O Pentecostes, a Vinda do Espirito Santo aconteceu depois da Ressurreição de Jesus. Ele disse “recebei o Espirito Santo”, conforme o Evangelista João. No livro dos Atos dos Apóstolos este momento de Pentecostes é narrado um pouco mais tarde para mostrar que as comunidades só poderiam continuar a sua missão com a força do Paráclito, com a instrução do Espirito de Deus que as conduziria por todas as nações evangelizando.

O Espirito Santo para os Cristãos é o sopro da unidade, do entendimento. Por este motivo o CONIC (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs), promove a semana de oração pela unidade dos Cristãos. O Ecumenismo é o grande sonho que devemos tornar realidade. Nós não podemos perpetuar o Escândalo” da divisão entre os cristãos. A divisão que gera conflitos e também grandes desentendimentos que podem ser lidos como guerras religiosas. Devemos nos respeitar em nossas diferenças culturais e religiosas, em nossas concepções históricas e doutrinais, mas não podemos dividir a Fé e os seus elementos essenciais que nos fazem “crentes” no mesmo amor, no mesmo Deus.

É o mesmo espírito que nos plenifica com os seus dons: sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, temor de Deus e piedade. É o mesmo espírito que ensina a balbuciar o nome de Deus e nos dá a graça de viver em comunidade. É o mesmo espírito que conduziu o povo de Deus, os patriarcas da fé, os profetas de todos os tempos, os discípulos das primeiras comunidades e os discípulos e discípulas de hoje na missão de evangelizar cumprindo o mandato de Jesus: Ide pelo mundo inteiro e pregai o evangelho a toda criatura”.

O Espírito Santo de Deus faça de todas as igrejas instrumentos eloquentes do amor e da unidade, da paz e da reconciliação para que haja um só rebanho e um só pastor como desejou o “Bom Pastor “Jesus.

“Vinde, Espírito Santo enchei os corações dos vossos fiéis e acendei nele o fogo do vosso amor”.

Dom Eraldo Bispo da Silva
Bispo Diocesano

domingo, 12 de maio de 2013

Homenagens às Mães

Mãe, amor sincero sem exagero.
Maior que o teu amor, só o amor de Deus...
És uma árvore fecunda, que germina um novo ser.
Teus filhos, mais que frutos, são parte de você...

És capaz de doar a própria vida para salva-los.
E muito não te valorizam...
Quando crescem, de te esquecem.
São poucos, os que reconhecem...

Mas, Deus nunca lhe esquecerá. 
E abençoará tudo que fizerdes aos seus...
Peço ao Pai Criador que abençoe você.
Um filho precisa ver o risco que é ser mãe...
Tudo é cirurgia, mas ela aceita com alegria.
O filho que vai nascer...

Obrigado é muito pouco, presente não é tudo.
Mas, o reconhecimento, isso! Sim, é pra valer...
Meus sinceros agradecimentos por este momento.
Maio, mês referente às mães, embora é bom lembrar...
Dia das mães, que alegria é todo dia.
 



segunda-feira, 6 de maio de 2013

Papa Francisco volta a "encantar" o Mundo


Aconteceu esses dias, um gesto de humildade que merece esse registro:
 
O Papa Francisco quando deixou o seu apartamento em Santa Marta, encontrou um guarda suíço no lado de fora da sua porta. O Papa perguntou o que ele fazia ali, e se ele tinha ficado acordado a noite toda.
 
- Sim, respondeu o guarda.
...
- De pé? - perguntou o Papa Francisco. Você não está cansado?
 
- É meu dever, Sua Santidade, para a sua segurança.
 
O Papa Francisco , olhou para ele, voltou para o seu apartamento e, momentos depois, voltou com uma cadeira entre as mãos.
 
- Pelo menos sente e descanse - disse o Papa.
 
O guarda respondeu:
 
- Desculpe-me Sua Santidade, mas não posso, as regras não permitem isso.
 
- As regras? - disse Francisco.
 
- Meu capitão, Sua Santidade... - disse o guarda.
 
- Bem, mas eu sou o Papa e lhe peço para se sentar.
 
Mais tarde, o Papa Francisco voltou com um pouco de pão e presunto, entregou-o ao guarda e disse:
 
- Bom apetite, meu irmão.
 
O EJC Teixeira se orgulha e se espelha no Santo Padre.

sábado, 27 de abril de 2013

Trabalhar as emoções feridas

O diálogo curador exige a coragem de ouvir.

Problemas existem. Dificuldades de relacionamento são relativamente normais. Não podemos, sob nenhuma hipótese, permitir que essas dificuldades se transformem em ressentimentos.

Existem situações que fogem ao nosso controle, que acabam por gerar desentendimento. Mas isso jamais pode ser um obstáculo para que vivamos como irmãos e nos amemos cada vez mais. O segredo é não deixar o sentimento negativo se transformar em ressentimento. A verdade precisa aparecer sempre. O grande critério para nossos relacionamentos, que tem de estar acima de qualquer dúvida ou discussão é a verdade do Evangelho (cf. Gl 2,14). 

É preciso aprender a expressar nossos sentimentos positivos e também os negativos. Não adianta querer se martirizar guardando tudo no coração. Mas é preciso aprender a fabulosa arte de se expressar, especialmente quando somos provocados por sentimentos estragados e encardidos. Se já é difícil expressar os sentimentos bons, quanto mais expressar corretamente os sentimentos estragados. É preciso saber como falar e, acima de tudo, falar com objetivo de fazer crescer, de desejar a cura do outro e não sua destruição.

Precisamos descobrir nossos sentimentos e nossas reações para trabalhar corretamente a fim de que não se transformem em ressentimentos. É preciso aprender a conviver com as limitações do coração e, mais ainda, aprender a partilhar de modo positivo as emoções negativas. A libertação é consequência de um sério esforço com esse objetivo. Ninguém está imune ao ressentimento. Ninguém consegue superá-lo só com alguns bons conselhos.

O ser humano vive e se abastece pelo diálogo. Esse é o modo natural de comunicação, mas parece que nos esquecemos de algo tão óbvio e evidente, e, diante dos problemas de relacionamento, nos fechamos num silêncio sepulcral. Sem a coragem de dialogar não existe a menor possibilidade de evitar que os problemas mais comuns do dia a dia acabem por se transformar em ressentimento. Além do diálogo honesto, maduro, franco, aberto e sincero, é preciso apresentar a Deus nossas dificuldades de relacionamento. Tudo o que somos e tudo o que sentimos deve ser objeto de nossas orações. A cura do ressentimento é fruto dessa dupla dimensão da comunicação humana: diálogo com as pessoas e diálogo com Deus (oração).

Assim como a oração precisa ser sincera, o diálogo também deve obedecer a essa lei fundamental. Sinceridade significa estar desarmado. Não há como um diálogo ser canal de cura se vou ao encontro do outro com o coração armado e pronto para criticar, brigar, ofender e culpar. Isso não é diálogo, é provocação. É claro que preciso ter a liberdade de me expressar com a maior verdade possível. Amar é falar tudo o que penso ao outro, mas é também poder falar sem pensar. Aliás, essa é também a grande oração que precisamos aprender. A oração mais poderosa que fazemos é quando temos a coragem de falar abertamente com Deus. A melhor oração para a cura é aquela que fazemos quando não estamos rezando.

No diálogo fraterno e honesto não pode existir a intenção de ofender o outro ou de devolver a ofensa recebida. Se existe essa intenção, é melhor deixar para outra hora. Tudo o que falamos na hora da exaltação e da raiva só ajuda a aumentar o problema e aprofundar a ferida. O diálogo só é curador quando ocorre num clima de amizade fraterna, com o objetivo de solucionar o problema, de sanar a ferida e de levar a outra pessoa a crescer. O diálogo só é curador se ajuda quem fala e quem escuta. Ou ajuda a curar os dois envolvidos no processo ou não é cura do ressentimento.

Por isso, o diálogo curador exige a coragem de ouvir. É preciso se colocar no lugar do outro, tentando enxergar o problema a partir do ponto de vista dele, saber como o outro está vendo ou sentindo a situação. Só existem brigas quando essas visões são absolutamente contrárias e quando um ou os dois não conseguem dar o braço a torcer. 

Padre Léo, scj 
Extraído do livro "A cura do ressentimento"

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Para muitos não há mais luta contra o pecado, mas uma inclinação a ele

Para muitos, já não existe mais a luta contra o pecado uma vez que existe uma inclinação a ele, e muitas oportunidades para cometê-lo. Muitas vezes, quando existe um "amigo" que nos leva a fazer aquilo que é errado, nós, sem nos esforçarmos muito, já entramos no pecado e vamos “bebendo-o", nos amarrando nos sentidos, nos sentimentos e acabamos presos por ele [pecado], porque ele é muito mais do que uma doença. 

Sair do pecado – tendo a graça da conversão – é uma coisa de Deus. Só Ele pode nos converter. Conversão é mudança de direção, é dar "meia-volta" e viver o oposto. Se você não teve ainda a graça da conversão, é por Jesus, o Salvador, é somente pelo Sangue e pela Cruz d'Ele que todos seremos arrancados da situação de pecado em que estamos atolados. 

O pecado tem nos tomado de tal maneira, que muitos estão totalmente presos ao vício das drogas, do alcoolismo, da mentira, da hipocrisia, da prepotência, da maldade, da corrupção, há anos, sem conseguir se libertar. A conversão inicial só se faz por Deus, pela intervenção de Jesus Cristo. Mas é preciso acolhê-la e aceitá-la. E mesmo depois de alcançar essa graça, – por causa do pecado original e do peso que ele vai tomando em nossa vida –, nós precisamos continuar a luta com os olhos fixos em Jesus que –, em nós, com seu Espírito Santo – começa e completa a obra da fé. Eu sei que você quer isso para a sua vida. 

Não sei em que tipo de pecado você está emaranhado, mas, hoje, é o dia de colocá-lo no altar do sacrifício de Jesus. Mesmo que você esteja lutando há anos, e ainda não tenha conseguido se desvencilhar dele, como Jairo, tome posse do que o Senhor disse a ele: "Não temas, crê somente". O Senhor está ao seu lado, Ele não abandonou você e lhe diz. "Não tema, creia somente, porque Eu estou ao seu lado. Ponha seus olhos fixos em mim e caminhe. Eu quero lhe dar uma conversão completa". Para alcançarmos esta graça, peçamos a vinda do Espírito Santo, nosso Defensor e Advogado. 

Deus o abençoe!

[Monsenhor Jonas Abib]

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Paróquia é lugar de vivência da fé.



Na véspera do encerramento da 51ª Assembleia Geral da CNBB, estiveram presentes com a imprensa, para uma entrevista coletiva, o Arcebispo de Belo Horizonte (MG), Dom Walmor de Oliveira Azevedo, o Arcebispo de Manaus (AM), Dom Sérgio Castriani e o Arcebispo de Belém (PA), Dom Alberto Taveira Corrêa. A temática abordada foi o tema central da assembleia "Comunidade de comunidades: uma nova paróquia".

Dom Sérgio Castriani, presidente da Comissão responsável pelo trabalho sobre o texto do tema, falou que o texto foi aprovado como estudo e será enviado às paróquias, comunidades e regionais para que haja um processo de participação de todos, para que todos possam refletir. 

O Arcebispo de Manaus disse que, embora haja alguns fatores que atrapalhem a renovação da paróquias, como a ausência, em muitos casos, de um plano de pastoral, em muitas paróquias há liturgia viva e participativa, com atenção voltada à juventude, grupos que participam ativamente da vida paroquial. "O empenho todo, deste ano, até outubro, será envolver todas as comunidades do Brasil, se possível, nessa reflexão profunda e intensa sobre a paróquia como instituição que evangeliza, é missionária e servidora da vida".

Já Dom Alberto comentou um aspecto que chamou a atenção dos bispos: o fato de que o tema central tenha recuperado muitas coisas do documento da Conferência de Aparecida. O arcebispo de Belém citou uma carta que o Papa Francisco enviou à Conferência Episcopal da Argentina por ocasião de sua reunião. "Ele insiste que o rumo a ser seguido pela Igreja na América Latina, nesse período, é justamente um trabalho a partir e com os elementos da Conferência de Aparecida", disse.

Sobre a questão das paróquias e comunidades, Dom Walmor destacou que, ao tratar desses assuntos, abre-se um horizonte no sentido de uma presença mais qualificada e adequada na vida das pessoas nos diferentes ambientes e circunstâncias. Para ele, o tema central oportunizou a todos como Igreja uma reflexão sobre a questão da paróquia, fazendo constatar a necessidade de muitas modificações, particularmente com relação aos que tem responsabilidade de liderança. 

Ao mesmo tempo, o tema também serviu, segundo o arcebispo de BH, como um desafio para encontrar uma remodelagem daquilo que é a paróquia, uma presença mais incidente da Igreja na vida das pessoas, sobretudo as mais pobres. "A paróquia não é apenas uma estrutura burocrática, mas lugar para vivência da fé, do diálogo, do cuidado com a vida e do anúncio ao mundo do Evangelho de Jesus Cristo". Ele concluiu dizendo que acredita que a assembleia proporcionou diálogos ricos e avanços significativos no caminho da Igreja no Brasil.

Nos informes apresentados, logo no início da coletiva, o porta-voz da Assembleia, Dom Dimas Lara Barbosa, disse que, no período da manhã, foi lançada a nova versão do Catecismo da Igreja Católica em português. Além disso, os bispos falaram, entre outros assuntos, sobre a Campanha da Fraternidade e Campanha de Evangelização. À tarde, as discussões são referentes aos trabalhos da Comissão de Bispos Eméritos e Organismos do Povo de Deus.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Vida: faz parte do seu mundo. Isso é JMJ!


“Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.” (Jo 10,10)

Este foi o tema da Jornada Mundial da Juventude de 1993, em Denver, nos Estados Unidos. Vinte anos depois, estamos celebrando mais uma JMJ e, nesse tempo pascal, é preciso refletir sobre o significado da vida.

“Diferentes línguas têm diferentes palavras para expressar o que ninguém jamais deseja perder em qualquer circunstância, o que constitui a expectativa, o anseio e a esperança de toda a humanidade. Mas não há palavra melhor do que ‘vida’ para resumir de forma abrangente a maior aspiração de toda a humanidade. ‘Vida’ indica a soma total de todo o bem que as pessoas desejam, e ao mesmo tempo, o que o torna possível, acessível e duradouro”, disse João Paulo II em sua mensagem para a JMJ de Denver. 

A Páscoa é o centro de toda a vida da Igreja, e celebrá-la é celebrar a obra da redenção humana e da glorificação de Deus que Cristo realizou quando, morrendo, destruiu a morte; e ressuscitando, renovou a nossa vida. “No mistério da sua cruz e ressurreição, Cristo destruiu a morte e o pecado, e construiu a ponte que separa todas as pessoas de uma nova vida nele. ‘Eu sou a ressurreição e a vida’, proclamou. ‘Quem crê em mim, ainda que morra, virá para a vida, e quem está vivo e crê em mim nunca morrerá’ (Jo 11,25)”, citou João Paulo II.

Dessa forma, devemos viver em Cristo e passar essa fonte de vida aos irmãos, afinal nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, amor que promove. É isso que dá sentido à vida e que marca o coração de todos os jovens peregrinos que participam de uma Jornada Mundial da Juventude, um momento intenso e verdadeiro, que convida todos a viverem no Cristo, chamando dos mais ricos aos mais marginalizados para essa celebração da fé, festa da vida.

“Vocês podem encontrar a resposta por si mesmos, se vocês realmente tentarem viver fielmente no amor de Cristo (cf. Jo 15,9). Então vocês vão experimentar pessoalmente a verdade dessas palavras dele: ‘Eu sou... a vida’ (Jo 14,6) e vocês serão capazes de trazer esta mensagem de alegria e de esperança para todos. Cristo fez-lhe os seus embaixadores, os evangelizadores primários de seus contemporâneos”, disse o beato João Paulo II.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Peçamos ao Senhor o essencial

Iniciemos esta semana pedindo ao Senhor a graça de sermos cheios do Espírito Santo para que saibamos o que O agrada e, em tudo, realizemos a vontade d’Ele, como rezamos na oração que Jesus nos ensinou: “Seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu”. Mas, ao mesmo tempo, nos perguntamos: “Quem, portanto, pode descobrir o que se passa no céu?” (Sb 9,16c).

A própria Palavra do Senhor põe, em nossos lábios, esta resposta em forma de oração: “E quem conhece vossas intenções, se vós não lhe dais a sabedoria, e se do mais alto dos céus, vós não lhe enviais vosso Espírito Santo?” (Sb 9,17)

Nossa Senhora, em uma de suas aparições, disse que nós pedimos muitas coisas ao Senhor, mas esquecemos de pedir o essencial: o Espírito Santo. Não nos cansemos de pedir a Ele, ao longo de todo este dia, que sejamos cheios do Seu Santo Espírito.

Vinde Espírito Santo, vinde com força, vinde com poder!

Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago

sábado, 6 de abril de 2013

João Paulo II fala sobre o Domingo da Misericórdia

A paz é o dom por excelência de Cristo.

1. Do alto da Cruz, na Sexta-feira Santa, Jesus deixou-nos como seu testamento o perdão: “Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem”(Lc 23,34). Martirizado e escarnecido, demonstrou misericórdia pelos seus algozes. Os seus braços abertos e o seu coração trespassado tornaram-se assim o sacramento universal da ternura paterna de Deus, que oferece a todos o perdão e a reconciliação.

No dia da Ressurreição, o Senhor, aparecendo aos discípulos, saudou-os com estas palavras: “A paz esteja convosco!”, e mostrou-lhes as mãos e o lado com os sinais da Paixão. Oito dias mais tarde, como lemos na página evangélica de hoje, voltou a encontrar-se com eles no cenáculo e disse-lhes de novo: “A paz esteja convosco!” (cf. Jo 20,19-26).

2. A paz é o dom por excelência de Cristo crucificado e ressuscitado, fruto da vitória do Seu amor sobre o pecado e sobre a morte. Ao oferecer-se a si mesmo, vítima imaculada de expiação sobre o altar da cruz, Ele derramou sobre a humanidade a vaga benéfica da Misericórdia Divina.

Por conseguinte, Jesus é a nossa paz, porque é a manifestação perfeita da Misericórdia de Deus Pai. Ele infunde no coração humano, que é um abismo sempre exposto à tentação do mal, o amor misericordioso de Deus.

3. Hoje, Domingo in Albis, celebramos o Domingo da Misericórdia Divina. O Senhor envia-nos também para levar a todos a Sua paz, fundada no perdão e na remissão dos pecados. Trata-se de um dom extraordinário, que Ele quis unir com o sacramento da penitência e da reconciliação. Quanta necessidade tem a humanidade de conhecer a eficiência da misericórdia de Deus nestes tempos marcados por crescente incerteza e conflitos violentos!

Maria, Mãe de Cristo e nossa paz, que no calvário recebeu o seu testamento de amor, ajude-nos a ser testemunhas e apóstolos da sua misericórdia infinita.

[Beato João Paulo II]

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Mensagem de Bento XVI para a Quaresma 2013

Queridos irmãos e irmãs! 

A celebração da Quaresma, no contexto do Ano da fé, proporciona-nos uma preciosa ocasião para meditar sobre a relação entre fé e caridade: entre o crer em Deus, no Deus de Jesus Cristo, e o amor, que é fruto da ação do Espírito Santo e nos guia por um caminho de dedicação a Deus e aos outros. 

1. A fé como resposta ao amor de Deus 

Na minha primeira Encíclica, deixei já alguns elementos que permitem individuar a estreita ligação entre estas duas virtudes teologais: a fé e a caridade. Partindo duma afirmação fundamental do apóstolo João: "Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele" (1 Jo 4, 16), recordava que, "no início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...) Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um 'mandamento', mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro" (Deus caritas est, 1). A fé constitui aquela adesão pessoal - que engloba todas as nossas faculdades - à revelação do amor gratuito e "apaixonado" que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. O encontro com Deus Amor envolve não só o coração, mas também o intelecto: "O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o amor, e o sim da nossa vontade à d’Ele une intelecto, vontade e sentimento no ato globalizante do amor. Mas isto é um processo que permanece continuamente a caminho: o amor nunca está 'concluído' e completado" (ibid., 17). Daqui deriva, para todos os cristãos e em particular para os "agentes da caridade", a necessidade da fé, daquele "encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra o seu íntimo ao outro, de tal modo que, para eles, o amor do próximo já não seja um mandamento por assim dizer imposto de fora, mas uma consequência resultante da sua fé que se torna operativa pelo amor" (ibid., 31). O cristão é uma pessoa conquistada pelo amor de Cristo e, movido por este amor - "caritas Christi urget nos" (2 Cor 5, 14) - , está aberto de modo profundo e concreto ao amor do próximo (cf. ibid., 33). Esta atitude nasce, antes de tudo, da consciência de ser amados, perdoados e mesmo servidos pelo Senhor, que Se inclina para lavar os pés dos Apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade ao amor de Deus.

"A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e assim gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor! (...) A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor divino é a luz – fundamentalmente, a única - que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir" (ibid., 39). Tudo isto nos faz compreender como o procedimento principal que distingue os cristãos é precisamente "o amor fundado sobre a fé e por ela plasmado" (ibid., 7). 

2. A caridade como vida na fé  

Toda a vida cristã consiste em responder ao amor de Deus. A primeira resposta é precisamente a fé como acolhimento, cheio de admiração e gratidão, de uma iniciativa divina inaudita que nos precede e solicita; e o "sim" da fé assinala o início de uma luminosa história de amizade com o Senhor, que enche e dá sentido pleno a toda a nossa vida. Mas Deus não se contenta com o nosso acolhimento do seu amor gratuito; não Se limita a amar-nos, mas quer atrair-nos a Si, transformar-nos de modo tão profundo que nos leve a dizer, como São Paulo: Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim (cf. Gl 2, 20). 

Quando damos espaço ao amor de Deus, tornamo-nos semelhantes a Ele, participantes da sua própria caridade. Abrirmo-nos ao seu amor significa deixar que Ele viva em nós e nos leve a amar com Ele, n'Ele e como Ele; só então a nossa fé se torna verdadeiramente uma "fé que atua pelo amor" (Gl 5, 6) e Ele vem habitar em nós (cf. 1 Jo 4, 12). 

A fé é conhecer a verdade e aderir a ela (cf. 1 Tm 2, 4); a caridade é "caminhar" na verdade (cf. Ef 4, 15). Pela fé, entra-se na amizade com o Senhor; pela caridade, vive-se e cultiva-se esta amizade (cf. Jo 15, 14-15). A fé faz-nos acolher o mandamento do nosso Mestre e Senhor; a caridade dá-nos a felicidade de pô-lo em prática (cf. Jo 13, 13-17). Na fé, somos gerados como filhos de Deus (cf. Jo 1, 12-13); a caridade faz-nos perseverar na filiação divina de modo concreto, produzindo o fruto do Espírito Santo (cf. Gl 5, 22). A fé faz-nos reconhecer os dons que o Deus bom e generoso nos confia; a caridade fá-los frutificar (cf. Mt 25, 14-30). 

3. O entrelaçamento indissolúvel de fé e caridade  

À luz de quanto foi dito, torna-se claro que nunca podemos separar e menos ainda contrapor fé e caridade. Estas duas virtudes teologais estão intimamente unidas, e seria errado ver entre elas um contraste ou uma "dialética". Na realidade, se, por um lado, é redutiva a posição de quem acentua de tal maneira o carácter prioritário e decisivo da fé que acaba por subestimar ou quase desprezar as obras concretas da caridade reduzindo-a a um genérico humanitarismo, por outro é igualmente redutivo defender uma exagerada supremacia da caridade e sua operatividade, pensando que as obras substituem a fé. Para uma vida espiritual sã, é necessário evitar tanto o fideísmo como o ativismo moralista. 

A existência cristã consiste num contínuo subir ao monte do encontro com Deus e depois voltar a descer, trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus. Na Sagrada Escritura, vemos como o zelo dos Apóstolos pelo anúncio do Evangelho, que suscita a fé, está estreitamente ligado com a amorosa solicitude pelo serviço dos pobres (cf. At 6, 1-4). Na Igreja, devem coexistir e integrar-se contemplação e ação, de certa forma simbolizadas nas figuras evangélicas das irmãs Maria e Marta (cf. Lc 10, 38-42). A prioridade cabe sempre à relação com Deus, e a verdadeira partilha evangélica deve radicar-se na fé (cf. Catequese na Audiência geral de 25 de Abril de 2012). De fato, por vezes tende-se a circunscrever a palavra "caridade" à solidariedade ou à mera ajuda humanitária; é importante recordar, ao invés, que a maior obra de caridade é precisamente a evangelização, ou seja, o "serviço da Palavra". Não há ação mais benéfica e, por conseguinte, caritativa com o próximo do que repartir-lhe o pão da Palavra de Deus, fazê-lo participante da Boa Nova do Evangelho, introduzi-lo no relacionamento com Deus: a evangelização é a promoção mais alta e integral da pessoa humana. Como escreveu o Servo de Deus Papa Paulo VI, na Encíclica Populorum progressio, o anúncio de Cristo é o primeiro e principal fator de desenvolvimento (cf. n. 16). A verdade primordial do amor de Deus por nós, vivida e anunciada, é que abre a nossa existência ao acolhimento deste amor e torna possível o desenvolvimento integral da humanidade e de cada homem (cf. Enc. Caritas in veritate, 8).

Essencialmente, tudo parte do Amor e tende para o Amor. O amor gratuito de Deus é-nos dado a conhecer por meio do anúncio do Evangelho. Se o acolhermos com fé, recebemos aquele primeiro e indispensável contato com o divino que é capaz de nos fazer "enamorar do Amor", para depois habitar e crescer neste Amor e comunicá-lo com alegria aos outros. 

A propósito da relação entre fé e obras de caridade, há um texto na Carta de São Paulo aos Efésios que a resume talvez do melhor modo: "É pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque nós fomos feitos por Ele, criados em Cristo Jesus, para vivermos na prática das boas ações que Deus de antemão preparou para nelas caminharmos" (2, 8-10). Daqui se deduz que toda a iniciativa salvífica vem de Deus, da sua graça, do seu perdão acolhido na fé; mas tal iniciativa, longe de limitar a nossa liberdade e responsabilidade, torna-as mais autênticas e orienta-as para as obras da caridade. Estas não são fruto principalmente do esforço humano, de que vangloriar-se, mas nascem da própria fé, brotam da graça que Deus oferece em abundância. Uma fé sem obras é como uma árvore sem frutos: estas duas virtudes implicam-se mutuamente. A Quaresma, com as indicações que dá tradicionalmente para a vida cristã, convida-nos precisamente a alimentar a fé com uma escuta mais atenta e prolongada da Palavra de Deus e a participação nos Sacramentos e, ao mesmo tempo, a crescer na caridade, no amor a Deus e ao próximo, nomeadamente através do jejum, da penitência e da esmola. 

4. Prioridade da fé, primazia da caridade   

Como todo o dom de Deus, a fé e a caridade remetem para a ação do mesmo e único Espírito Santo (cf. 1 Cor 13), aquele Espírito que em nós clama:"Abbá! – Pai!" (Gl 4, 6), e que nos faz dizer: "Jesus é Senhor!" (1 Cor 12, 3) e "Maranatha! – Vem, Senhor!" (1 Cor 16, 22; Ap 22, 20).

Enquanto dom e resposta, a fé faz-nos conhecer a verdade de Cristo como Amor encarnado e crucificado, adesão plena e perfeita à vontade do Pai e infinita misericórdia divina para com o próximo; a fé radica no coração e na mente a firme convicção de que precisamente este Amor é a única realidade vitoriosa sobre o mal e a morte. A fé convida-nos a olhar o futuro com a virtude da esperança, na expectativa confiante de que a vitória do amor de Cristo chegue à sua plenitude. Por sua vez, a caridade faz-nos entrar no amor de Deus manifestado em Cristo, faz-nos aderir de modo pessoal e existencial à doação total e sem reservas de Jesus ao Pai e aos irmãos. Infundindo em nós a caridade, o Espírito Santo torna-nos participantes da dedicação própria de Jesus: filial em relação a Deus e fraterna em relação a cada ser humano (cf. Rm 5, 5). 

A relação entre estas duas virtudes é análoga à que existe entre dois sacramentos fundamentais da Igreja: o Batismo e a Eucaristia. O Batismo (sacramentum fidei) precede a Eucaristia (sacramentum caritatis), mas está orientado para ela, que constitui a plenitude do caminho cristão. De maneira análoga, a fé precede a caridade, mas só se revela genuína se for coroada por ela. Tudo inicia do acolhimento humilde da fé ("saber-se amado por Deus"), mas deve chegar à verdade da caridade ("saber amar a Deus e ao próximo"), que permanece para sempre, como coroamento de todas as virtudes (cf. 1 Cor 13, 13). 

Caríssimos irmãos e irmãs, neste tempo de Quaresma, em que nos preparamos para celebrar o evento da Cruz e da Ressurreição, no qual o Amor de Deus redimiu o mundo e iluminou a história, desejo a todos vós que vivais este tempo precioso reavivando a fé em Jesus Cristo, para entrar no seu próprio circuito de amor ao Pai e a cada irmão e irmã que encontramos na nossa vida. Por isto elevo a minha oração a Deus, enquanto invoco sobre cada um e sobre cada comunidade a Bênção do Senhor! 


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

"Todo mundo namora, menos eu!"

Grande parte dos jovens cristãos enfrentam um dilema na sua vida amorosa: como competir com um mundo secular, no qual os valores são postos de lado e tudo é permitido em nome de uma felicidade passageira? No meio deste questionamento, o namoro acaba sendo uma grande interrogação, já que, por vezes, a vida parece conspirar contra aqueles que buscam viver o namoro do jeito que ele deve ser vivido.

O namoro, para inicio de conversa, não é um passatempo gostoso nem tampouco um troféu para ser exibido no meio dos amigos. Buscamos alguém para namorar, porque descobrimos que a vida partilhada é mais fácil de ser vivida. Nem todos se dão conta disso, mas o namoro para ser frutífero precisa iniciar-se pela admiração e só pode ser mantido se esta admiração se transformar em amor. Só o amor prepara o jovem casal para o sacramento do matrimônio. 

Não é fácil encontrar alguém que enxergue o namoro como uma escola para o casamento. A mentalidade reinante é a de que, no namoro, tudo é permitido e nenhum compromisso precisa ser assumido. O resultado? Relacionamentos vazios, que acabam e deixam feridas difíceis de serem saradas.

O jovem que quer fazer a vontade de Deus precisa sofrer as demoras que são inerentes ao processo de espera. Leva tempo até encontrar alguém com mentalidade cristã para se relacionar. Namorar a primeira pessoa que aparece em nossa vida, temendo não encontrar mais ninguém que mereça o nosso amor, é uma atitude arriscada, já que o nosso coração não é um bilhete de loteria. 

Acredite: você também vai encontrar alguém que queira partilhar a vida a dois. Se a sua vocação for para o matrimônio, esteja preparado para ouvir os anseios do seu coração e ouse fazer a diferença neste mundo tão cheio de valores deturpados. Esteja aberto aos relacionamentos, não se esconda das pessoas, mostre-se como você realmente é e, com estas atitudes positivas, a pessoa que você tanto procura chegará até você.

Nada de desespero! O jovem cristão compreende e vive a sabedoria bíblica, que nos ensina que para tudo há um tempo, e não se deixa abater diante de uma realidade aparentemente assustadora. Sei que causa certo desconforto ver todos os nossos amigos namorando, enquanto continuamos solteiros; mas é preciso entender que tudo o que vale a pena nessa vida só se alcança com uma paciência de herói.

Não é vergonhoso estar solteiro. Aliás, um jovem que se empenha em viver santamente sua afetividade busca colocar Deus acima de todos os seus desejos, pois sabe que, como todo bom Pai, o Senhor conhece o que é melhor para nós e jamais vai nos privar de trazer coisas boas para nossa vida. Melhor esperar em Deus e encontrar alguém que o complete do que se arriscar em aventuras desnaturadas e encontrar alguém que lhe roube de você mesmo. 

Vejo muita gente solteira, mas realizada. Não levanto a bandeira da solteirice eterna, mas também não acredito que um namoro desregrado seja melhor do que uma vida celibatária e feliz. Se a pessoa que você tanto procura está demorando a chegar, pense nisso como uma etapa necessária de crescimento. A mãe espera pacientemente por seu filho durante nove meses e, depois, alegra-se com a vida que lhe foi dada. 

Aprendi que só a espontaneidade e a verdade nos gabaritam a encontrar alguém para namorar. Neste processo, a paciência tem de andar de mãos dadas com a lucidez. Quando o desespero bate à porta de alguém que se sente só, a visão se turva diante do essencial. Por isso, antes mesmo de querer ofertar nossos afetos para alguém, faz-se necessário avaliar o quanto estamos empenhados em fazer o outro feliz. E a felicidade só aparece no namoro do jovem casal que aprendeu a amar.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Fracasso sim... Fracassados NÃO!

Em nosso dia a dia, somos marcados por perdas e ganhos, quedas e reinícios. Vivemos assim, cercados dessas realidades, mas, no fundo, nunca queremos fracassar. Pensar nas derrotas já nos causa arrepios, além de, muitas vezes, trazer lágrimas, sentimento de culpa, vontade de sumir. 
 
Reduzir a felicidade somente aos “triunfos” da vida é um erro grave, pois fechamos o nosso olhar para nós mesmos, agimos como se fôssemos os autores de tudo e, indiretamente, tiramos Deus da “jogada”.
 
Saber o nosso lugar, o quem somos diante das derrotas, faz toda a diferença! Ter a consciência de que a nossa felicidade não é pautada apenas pelo sucesso, que não somos o centro do mundo, que o fracasso pode ser o lugar privilegiado para o encontro com alguém maior do que nós e a queda pode ser o início de um novo tempo, muda o rumo da nossa vida.
 
Quando Jesus foi crucificado, muitos dos que estavam ali, no Calvário, tinham-nO como derrotado, no entanto, na cruz, estava – ao mesmo tempo – nossa derrota e a vitória de Cristo sobre a morte. 
 
Para o cristão, a cruz (sofrimento) não é um fracasso, mas a certeza da vitória de um Deus que, unindo-se aos nossos fracassos, deu-nos a vida por amor. Isso faz e é toda a diferença! Compreender isso é o segredo para entender a nós mesmos e alcançar a felicidade, como afirmou o Beato João Paulo II, em sua Encíclica Redemptor hominis: 
 
“O homem que quiser compreender-se a si mesmo profundamente — não apenas segundo imediatos, parciais, não raro superficiais e até mesmo só aparentes critérios e medidas do próprio ser — deve, com a sua inquietude, incerteza e também fraqueza e pecaminosidade, com a sua vida e com a sua morte, aproximar-se de Cristo. Ele deve, por assim dizer, entrar n’Ele com tudo o que é em si mesmo, deve apropriar-se e assimilar toda a realidade da Encarnação e da Redenção para se encontrar a si mesmo”. (RH 10) 
 
Portanto, quando compreendemos que o sentido do nosso dia a dia não é um balanço entre as perdas e ganhos, quedas e reinícios, abrimos toda a nossa vida para o encontro verdadeiro com Jesus, nosso Redentor. Aprendemos que o Senhor, no mistério de Sua Paixão, Morte e Ressurreição, assumiu para Si todas as nossas vitórias e fracassos, dando-nos em Sua vida um sentido pleno para nossas escolhas. 
 
O fracassado é, portanto, aquele que não assumiu Jesus como o centro de sua história! 
 
Nós cristãos, portanto, não somos inumes aos fracassos do dia a dia, mas sim chamados para ir além das quedas, reconhecendo em Jesus Cristo uma via de recomeço, cientes de que Ele assumiu para Si todo o nosso fracasso. 
 
Coragem! Não fique parado fazendo os cálculos do fracasso, chorando as lágrimas da derrota, recomece dirigindo-se a Ele, pois quando temos a certeza de que somos homens sujeitos a fracassos – mas não fracassados -, alcançamos a graça da felicidade. 
 
Redirecione a sua vida em busca do imperecível, do troféu daqueles que, apesar de fracassarem em alguns momentos do dia, jamais se tornam fracassados. 
 
[Ricardo Gaiotti]

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Precisamos ser apóstolos dos dons do Espírito

A Igreja de coríntios foi agraciada com todos os dons. E todas as Igrejas precisam ser contempladas com todos eles. No capítulo 2, versículos 6 a 7, de I Coríntios, está escrito: “Entretanto, o que pregamos entre os perfeitos é uma sabedoria, porém não a sabedoria deste mundo nem a dos grandes deste mundo, que são, aos olhos daquela, desqualificados. Pregamos a sabedoria de Deus, misteriosa e secreta, que Deus pré-determinou antes de existir o tempo, para a nossa glória”.
 
Sabedoria que nenhuma autoridade deste mundo conheceu (pois se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor). Aqui Paulo diz dos dons do Espírito Santo; estes foram o meio que Deus nos deu. Os dons do Espírito Santo foram reservados para nós, por isso devemos ser apóstolos do uso dos dons, pois quem tem o Espírito tem os dons d’Ele. Da mesma forma que você é inseparável dos seus defeitos e qualidades, assim é o Espírito Santo e os dons d'Ele. 
 
Você precisa crer que para Deus nada é impossível. Não podemos nos basear no intelectual dos homens, mas na sabedoria de Deus. O Senhor quer que sejamos apóstolos dos dons do Espírito. Não tem como uma pessoa que recebeu a efusão d’Ele não usar os dons. Em I Coríntios, capítulo 1, versículo 7, está escrito: “Assim, enquanto aguardais a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, não vos falta dom algum”.
 
Vem, Espírito Santo de Deus, e renova a face da terra.
Deus o abençoe!
 
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Precisamos ir em missão

Cristãos precisam abandonar o egoísmo para ir em missão, diz padre. 

Um novo ano se inicia e, embora sempre existam projetos novos, há também aqueles antigos, que ainda precisam ser trabalhados. A Igreja católica traçou para o período de 2011 a 2015 algumas diretrizes para a ação evangelizadora no Brasil. Dentre essas diretrizes, algumas são urgentes, como é o caso da ação missionária da Igreja. 

Mas por que discutir a Igreja em estado permanente de missão é assunto urgente? De acordo com o diretor das Pontifícias Obras Missionárias (POM), padre Camilo Pauletti, a essência da Igreja é ser missionária, uma vez que nasce com o mandato do próprio Cristo: “Ide a todos os povos e façam que sejam meus discípulos” (Mt.28,19). 

“Assim, a Igreja no Brasil, em suas diretrizes, assumiu esta urgência missionária. No documento de Aparecida, os bispos manifestam com clareza que devemos colocar nossa Igreja em estado permanente de missão”, lembrou o padre.  

Desafios  

E quem participa ativamente dessa ação missionária da Igreja são os próprios fiéis, de acordo com suas vocações. Porém, padre Camilo acredita que hoje a Igreja sofre com a carência de pessoas que entendam e assumam o espírito missionário. Para ele, essa falta de consciência missionária é o maior desafio para a Igreja. 

“Estamos estagnados, nos falta abertura e disposição para sair de nós mesmos e ir ao encontro dos outros. (...) Precisamos motivar nossos cristãos a sair do seu “eu”, do seu egoísmo, de sua casa, de sua comunidade, paróquia e diocese, para ir em missão a outros lugares. Há carências de testemunhas proféticas, de mártires, referências e modelos de verdadeiros discípulos missionários”, enfatizou. 

E diante dessa realidade, o diretor das POM disse que é trabalho dos bispos, padres, leigos, movimentos, comunidades, enfim, de todos os que amam a Igreja ajudar a despertar vocações missionárias. “Nós procuramos fazer isto, através de cursos de formação, conselhos missionários, congressos, retiros, encontros... auxiliar para suprir esta grande necessidade”.  

Ano da Fé 

Esse trabalho de despertar vocações missionárias pode ser auxiliado pelo Ano da Fé, uma ocasião em que o Papa Bento XVI pede mais reflexão sobre a fé católica, o que acaba levando a uma melhor compreensão do papel de cada cristão católico na Igreja.  
Padre Camilo acredita que este Ano vem ajudar a reevangelizar os “batizados adormecidos”, além de ser um tempo de perceber que o Evangelho exige um testemunho mais radical de vida.

“Temos cristãos só de nome, mas que não vivem a fé cristã, precisam ser despertados. Outros necessitam amadurecer. O que nos ajuda para isto é o serviço, a doação, o despojamento e a gratuidade. Vamos encontrar este valores na missão, na ação concreta”. 

Entre essas ações, o sacerdote citou as santas missões populares, os grupos de infância, adolescência e juventude missionária, os vários conselhos e grupos missionários, projetos de Igrejas Irmãs e a missão ad gentes. “São (estas ações) sinais e caminhos de uma Fé madura. O grande motivador do chamado missionário é o testemunho, o exemplo de vida”. 

Padre Camilo Pauletti 
Diretor das Pontifícias Obras Missionárias