sexta-feira, 2 de abril de 2010

Liturgia Diária

PAIXÃO DO SENHOR
EVANGELHO
João 18, 1-19,42

Naquele tempo, 1Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:
Pres.: “A quem procurais?”
Leitor 1: 5Responderam:
Povo: “A Jesus, o Nazareno”.
Leitor 1: Ele disse:
Pres.: “Sou eu”.
Leitor1: Judas, o traidor, estava junto com eles. 6Quando Jesus disse: “Sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. 7De novo lhes perguntou:
Pres.: “A quem procurais?”
Leitor 1: Eles responderam:
Povo: “A Jesus, o Nazareno”.
Leitor 1: 8Jesus respondeu:
Pres.: “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”.
Leitor 1: 9Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:
Pres.: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”.
Leitor 1: 10Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11Então Jesus disse a Pedro:
Pres.: “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?”
Leitor 1: 12Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. 14Foi Caifás que deu aos judeus o conselho:
Leitor 2: “É preferível que um só morra pelo povo”.
Leitor 1: 15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. 16Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17A criada que guardava a porta disse a Pedro:
Mulher: “Não pertences também tu aos discípulos desse homem?”
Leitor 1: Ele respondeu:
Leitor 3: “Não”.
Leitor 1: 18Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20Jesus lhe respondeu:
Pres.: “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse”.
Leitor 1: 22Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:
Leitor 3: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?”
Leitor 1: 23Respondeu-lhe Jesus:
Pres.: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?”
Leitor 1: 24Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. 25Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:
Leitor 4: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?”
Leitor 1: Pedro negou:
Leitor 3: “Não!”
Leitor 1: 26Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:
Leitor 4: “Será que não te vi no jardim com ele?”
Leitor 1: 27Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. 28De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. 29Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
Leitor 2: “Que acusação apresentais contra este homem?”
Leitor 1: 30Eles responderam:
Povo: “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!”
Leitor 1: 31Pilatos disse:
Leitor 2: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”.
Leitor 1: Os judeus lhe responderam:
Povo: “Nós não podemos condenar ninguém à morte”.
Leitor 1: 32Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:
Leitor 2: “Tu és o rei dos judeus?”
Leitor 1: 34Jesus respondeu:
Pres.: “Estás dizendo isto por ti mesmo ou outros te disseram isto de mim?”
Leitor 1: 35Pilatos falou:
Leitor 2: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”
Leitor 1: 36Jesus respondeu:
Pres.: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”.
Leitor 1: 37Pilatos disse a Jesus:
Leitor 2: “Então, tu és rei?”
Leitor 1: Jesus respondeu:
Pres.: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.
Leitor 1: 38Pilatos disse a Jesus:
Leitor 2: “O que é a verdade?”
Leitor 1: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes:
Leitor 2: “Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos Judeus?”
Leitor 1: 40Então, começaram a gritar de novo:
Povo: “Este não, mas Barrabás!”
Leitor1: Barrabás era um bandido. 19,1Então Pilatos mandou flagelar Jesus. 2Os soldados teceram uma coroa de espinhos e colocaram-na na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, 3aproximavam-se dele e diziam:
Povo: “Viva o rei dos judeus!”
Leitor 1: E davam-lhe bofetadas. 4Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:
Leitor 2: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum”.
Leitor 1: 5Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:
Leitor 2: “Eis o homem!”
Leitor1: 6Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:
Povo: “Crucifica-o! Crucifica-o!”
Leitor1: Pilatos respondeu:
Leitor 2: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”.
Leitor1: 7Os judeus responderam:
Povo: “Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”.
Leitor 1: 8Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:
Leitor 2: “De onde és tu?”
Leitor 1: Jesus ficou calado. 10Então Pilatos disse:
Leitor 2: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?”
Leitor 1: 11Jesus respondeu:
Pres.: “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”.
Leitor 1: 12Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:
Povo: “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César”.
Leitor 1: 13Ouvindo essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico “Gábata”. 14Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:
Leitor 2: “Eis o vosso rei!”
Leitor 1: 15Eles, porém, gritavam:
Povo: “Fora! Fora! Crucifica-o!”
Leitor 1: Pilatos disse:
Leitor 2: “Hei de crucificar o vosso rei?”
Leitor 1: Os sumos sacerdotes responderam:
Povo: “Não temos outro rei senão César”.
Leitor 1: 16Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram.
17Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado Calvário”, em hebraico “Gólgota”. 18Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio.
19Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus”.
20Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego.
21Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:
Povo: “Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’”.
Leitor 1: 22Pilatos respondeu:
Leitor 2: “O que escrevi, está escrito”.
Leitor 1: 23Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto abaixo. 24Disseram então entre si:
Povo: “Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será”.
Leitor 1: Assim se cumpria a Escritura que diz: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”. Assim procederam os soldados.
25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:
Pres.: “Mulher, este é o teu filho”.
Leitor 1: 27Depois disse ao discípulo:
Pres.: “Esta é a tua mãe”.
Leitor 1: Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:
Pres.: “Tenho sede”.
Leitor 1: 29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse:
Pres.: “Tudo está consumado”.
Leitor 1: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
(Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.)
Leitor 1: 31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz.
Leitor 1: 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.
Leitor 3: 35Aquele que viu dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. 37E outra Escritura ainda diz: “Olharão para aquele que transpassaram”.
Leitor1: 38Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus — mas às escondidas, por medo dos judeus — pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido a Jesus de noite. Trouxe uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar.
41No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Conduzidos pelo Espírito Santo


A grande proposta do Senhor, neste dia de hoje, para nós, é que confiemos no Espírito Santo.

Com certeza, ao longo do dia, vamos precisar de graças extraordinárias para enfrentar determinadas situações. O que precisamos é do Espírito Santo, com os carismas próprios para a missão que precisamos realizar hoje. Somente assim poderemos enfrentar os sofrimentos e dificuldades como o fizeram os grandes homens da Bíblia, como Paulo, Pedro, Estêvão, Tiago e cada um dos primeiros cristãos.

A ânsia do Espírito Santo é de nos conduzir para que vivamos segundo o coração de Deus.

O Senhor quer nos dar o seu Espírito Santo; a nossa parte é só nos abrir para recebê-Lo.

"Então, eu me lembrei do que o Senhor havia dito: João batizou com água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo" (Atos 11,16).

Peçamos ao Senhor a graça de sermos cheios do Espírito Santo:

'Derrama sobre mim, Senhor, o Espírito Santo sem medida, justamente por causa das tarefas que precisam ser realizadas hoje'.

Liturgia diária

CEIA DO SENHOR
EVANGELHO
João 13, 1-15


1Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. 
2Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. 3Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, 4levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. 5Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. 
6Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: "Senhor, tu me lavas os pés?" 7Respondeu Jesus: "Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás". 
8Disse-lhe Pedro: "Tu nunca me lavarás os pés!" Mas Jesus respondeu: "Se eu não te lavar, não terás parte comigo". 
9Simão Pedro disse: "Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça".
10Jesus respondeu: "Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos".
11Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: "Nem todos estais limpos".
12Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: "Compreendeis o que acabo de fazer? 13Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. 14Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz".


COMENTÁRIO
"Lavei vossos pés, também deveis lavar os pés uns dos outros."
Amar significa dar-se a todos: eis a Eucaristia. Amar significa lavar os pés de todos. Este é o serviço, o gesto de amor. Amar significa dobrar-se, mas não romper a unidade.
Eucaristia, serviço ao próximo, sacerdócio são dimensões de um mesmo mistério que em Jesus se manifesta no Amor.
É um novo programa de vida, inédito, único. Mais do que um gesto, significa uma nova atitude de vida frente aos outros, a Deus, à propria existência.
Jesus serve e convida a servir, manifestando isso através da Eucaristia, sua presença real que sustenta e une; e do sacerdócio, que é um prolongamento da história de seu amar encarnado.
O Mestre explica a sua atuação ao dar um exemplo que os seus seguidores devem imitar: devemos servir uns aos outros, assim como Jesus se tornou servidor de todos.

"Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido." Salmo 115(116),18

terça-feira, 30 de março de 2010

Nota de pesar



É com tristeza e pesar que estamos a aqui a prestar nossos votos de solidariedade aos irmãos em Cristo Dasayev e Monise, pelo falecimento do seu avô materno.

Na certeza que Deus estará a confortar o coração de todos os familiares que neste momento choram pela despedida do ente querido, a Família EJC se coloca à disposição e afirma o apoio para com todos.

Ao mesmo tempo, pedimos a todos os jovens integrantes do EJC que possam comparecer ao sepultamento que acontecerá às 16h00 de hoje, saindo da residência do mesmo, na localizada à Rua João Pessoa, vizinho ao Centro Pastoral.

Liturgia diária


SEMANA SANTA
EVANGELHO
João 13, 21-33.36-38

Naquele tempo, estando à mesa com seus discípulos, 21Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: “Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará”. 22Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava falando.
23Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus. 24Simão Pedro fez-lhe um sinal para que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando. 25Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: “Senhor, quem é?”
26Jesus respondeu: “É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no molho”. Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. 27Depois do pedaço de pão, Satanás entrou em Judas. Então Jesus lhe disse: “O que tens a fazer, executa-o depressa”.
28Nenhum dos presentes compreendeu por que Jesus lhe disse isso. 29Como Judas guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus lhe queria dizer: ‘Compra o que precisamos para a festa’, ou que desse alguma coisa aos pobres. 30Depois de receber o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite.
31Depois que Judas saiu, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. 33Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Vós me procurareis, e agora vos digo, como eu disse também aos judeus: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’”.
36Simão Pedro perguntou: “Senhor, para onde vais?” Jesus respondeu-lhe: “Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas seguirás mais tarde”. 37Pedro disse: “Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei a minha vida por ti!” 38Respondeu Jesus: “Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes”.

COMENTÁRIO
"A cruz é uma cruz de esperança"
Jesus confirma seu propósito de amar até o fim. Ele viveu sua Paixão e o abandono por parte de seus apóstolos com grande esperança. Foi fiel diante da traição que o leva a sofrer a solidão dos homens. O texto do evangelho de hoje lembra dois de seus mais dolorosos -a traição do apóstolo Judas e a negação de Pedro.
Na ceia, Jesus revela com palavras, gestos e atitudes a plenitude do amor. A fraqueza dos homens encoaja Jesus a prosseguir na lógica de Deus.
Seria muito bom que você pensasse em atitudes como as de Jesus: elas significam as possibilidades que nós também temos de amar ou trair. A ceia significa o desejo de Deus de reunir cada um de nós, seus filhos.
E, em meio a tudo isso, Jesus anuncia sua futura glorificação, que traz dentro de si o triunfo de sua causa. Para os que seguem Cristo, a cruz é uma cruz de esperança.

"Minha boca proclamará vossa justiça." Salmo 70(71),15

segunda-feira, 29 de março de 2010

Paróquia de Santa Maria Madalena divulga programação da Semana Santa



A Paróquia de Santa Maria Madalena já disponibilizou a programação completa das atividades da Semana Santa 2010 em Teixeira.


As celebrações tiveram início ontem, com a Missa do Domingo de Ramos, onde às 07h30 aconteceu a bênção dos ramos próximo à Capela da Sagrada Família, no Bairro das Malvinas. Em seguida um grande número de fiéis saiu em procissão com destino à Igreja Matriz de Santa Maria Madalena, para a Celebração Eucarística presidida pelo Pe. José Nildo Lopes.


Confira a programação completa:


Segunda-feira Santa
19h00 – Ofício da Unção, Igreja Matriz


Terça-feira Santa
05h00 – Via-Sacra – Terço dos Homens
19h00 – Ofício da Entrega de Judas, na Igreja Matriz


Quarta-feira Santa
Manhã: 05h00 – Via-Sacra – Terço das Mulheres
Noite: Celebração do Encontro
       - Saída do Senhor dos Passos: CAPS, às 19h00
       - Saída da Mãe das Dores: Capela da Sagrada Família, às 19h00. Chegada ao lado da Igreja: reflexão do encontro de Jesus com sua Mãe, e em seguida confissão comunitária.


Quinta-feira Santa
16h00 - Celebração da Ceia do Senhor – Lava-pés, na Comunidade doTauá
19h00 – Celebração da Ceia do Senhor – Lava-pés, na Igreja Matriz de Santa Maria Madalena
20h30 – Translado do Santíssimo Sacramento para o Salão Paroquial, seguido de adoração
23h00 – Celebração do Ofício da Vigília, no Salão Paroquial
00h00 – Via-sacra das famílias, saindo da Igreja Matriz para o Santuário da Mãe Rainha



Sexta-feira Santa

11h30 – Ofício da Agonia, na Igreja Matriz
12h00 – Procissão do Silêncio (todos de roupa preta)
15h30 – Celebração da Paixão e Morte de Cristo, seguida da procissão do Senhor Morto, Mãe das Dores e Santa Maria Madalena



Sábado Santo

20h00 – Vigília Pascal


Domingo de Páscoa
19h00 – Missa na Igreja Matriz, seguida da procissão do Ressuscitado com a imagem de Santa Maria Madalena

sexta-feira, 26 de março de 2010

Paróquia realiza mutirão de confissões nesta sexta-feira

A Paróquia de Santa Maria Madalena estará realizando hoje (sexta-feira) o mutirão de confissões, em preparação à Semana Santa.


Este ano, as confissões acontecerão nos períodos da tarde e noite. À tarde, a partir das 14:00h e à noite o início será às 19:00h.


Em breve, o www.ejcteixeira.com disponibilizará a programação completa das atividades da Semana Santa na Paróquia.

Liturgia diária

5ª Semana da Quaresma
EVANGELHO
João 10, 31-42


Naquele tempo, 31os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. 32E ele lhes disse: “Por ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual delas me quereis apedrejar?”
33Os judeus responderam: “Não queremos te apedrejar por causa das obras boas, mas por causa de blasfêmia, porque sendo apenas um homem, tu te fazes Deus!” 34Jesus disse: “Acaso não está escrito na vossa Lei: ‘Eu disse: vós sois deuses’? 
35Ora, ninguém pode anular a Escritura: se a Lei chama deuses as pessoas às quais se dirigiu a palavra de Deus, 36por que então me acusais de blasfêmia, quando eu digo que sou Filho de Deus, eu a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo? 37Se não faço as obras do meu Pai, não acre¬diteis em mim. 38Mas, se eu as faço, mesmo que não queirais acreditar em mim, acreditai nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai”. 
39Outra vez procuravam prender Jesus, mas ele escapou das mãos deles. 40Jesus passou para o outro lado do Jordão, e foi para o lugar onde, antes, João tinha batizado. E permaneceu ali. 41Muitos foram ter com ele, e diziam: “João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem, é verdade”. 42E muitos, ali, acreditaram nele.


COMENTÁRIO
"A opção diante de Jesus."
O texto de hoje nos apresenta dois grupos com duas atitudes opostas diante de Jesus: os que creem e os que não creem.
O grupo que não acredita em Jesus, além de não crer nele, tenta apedrejá-lo porque ele teria blasfemado, ao declarar-se Filho de Deus. Diante dessa atitude, Jesus responde com dois argumentos: a partir da Escritura e na crença de suas obras. Jesus pede que pelo menos acreditem em suas obas, pois é por meio delas que compreenderão a mútua imanência entre ele e o Pai.
As autoridades judaias rejeitam Jesus, as suas obras e, dessa forma, o próprio Pai, que enviara o seu Filho, Jesus Cristo.
O mistério de Cristo não pode ser interpretado nas estreitas medidas de nossa mentalidade, condicionada pelas diversas limitações de nossa realidade humana. É pela fé, atitude de diálogo e busca, que se pode obter o encontro com Cristo.


"Invoquei o Senhor, gritei para meu Deus: do seu templo ele ouviu a minha voz." Salmo 17(18),7

quinta-feira, 25 de março de 2010

EJC fará pronunciamento na sessão da câmara hoje a noite


O ofício 002/2010, que solicitava um espaço para pronunciamento do EJC (Encontro de Jovens com Cristo) da Paróquia de Sta. Maria Madalena, foi aceito pelos vereadores da câmara municipal de Teixeira. E é com grande expectativa, que os jovens aguardam a noite de hoje para expor aos vereadores daquela Casa, as ações e projetos para o ano de 2010.

"Essa é uma oportunidade para que consigamos expandir, ainda mais, nosso trabalho, que tem um único e exclusivo objetivo: EVANGELIZAR. Agradecemos desde já a todos os vereadores." Declarou um jovem do grupo.

A sessão da Câmara inicia-se as 19:00h de hoje, é aberta ao público, mas você também pode acompanhar pela rádio Teixeira FM 104,9, ou ainda, pelo site www.teixeirapb.com.br, que transmitiram tudo ao vivo.

O EJC convida todos os membros do grupo a participarem da sessão.

”Invocarás o Senhor e Ele te atenderá , pedirás socorro, e Ele dirá: Eis-me aqui.” (Is 58,9a)

Liturgia Diária


ANUNCIAÇÃO DO SENHOR
EVANGELHO
Lucas 1, 26-38

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. 

COMENTÁRIO
"Sua vontade será cumprida."
Hoje, exatamente nove meses antes do natal, celebramos a solenidade da Anunciação pelo arcanjo Gabriel à jovem Virgem Maria, convidando-a a ser Mãe do Senhor.
Ante a grandeza do anúncio do anjo a Maria, ela se submete num ato de fé e de humildade. Por ser humilde, crê em coisas humanamente impossíveis.
A Virgem Maria é a primeira a crer em Cristo Filho de Deus que, por inexplicável mistério, está para se tornar, nela, verdadeiro homem. Cristo escolheu ser um homem como nós.
Maria, crendo, aceita. Mas sua humildade não lhepermite oferecer-se a Deus senão em qualidade de serva, de escrava. Deus responde, fazendo dela a Mãe intacta de seu Unigênito. Mistério de misericórdia do Altíssimo, ato de humildade e fé de Maria.

"Fazer vossa vontade, meu Deus, é o que me agrada." Salmo 39(40),8a.9a

quarta-feira, 24 de março de 2010

Jovens se reunirão em Roma para celebrar aniversário das JMJs


Na próxima quinta-feira, 25, os jovens de Roma e das cidades vizinhas se reunirão para celebrar o aniversário do início das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), que completa 25 anos no dia 28 de março, Domingo de Ramos.

O convite aos jovens foi feito pelo Papa Bento XVI no último domingo, 21, após a oração do Angelus. O Santo Padre recordou que "estas Jornadas Mundiais da Juventude foram queridas pelo venerável e amado João Paulo II. Por isso o encontro de festa reunirá a milhares de jovens provenientes de Roma e da região do Lácio".

Instituídas por João Paulo II, as Jornadas Mundiais da Juventude têm o objetivo de levar as novas gerações cristãs a entrarem em atitude de escuta da Palavra de Deus, descobrirem a beleza da Igreja e a viverem uma experiência forte de fé.

FONTE: www.cancaonova.com.br

Liturgia diária

5ª Semana da Quaresma
EVANGELHO
João 8, 31-42


Naquele tempo, 31Jesus disse aos judeus que nele tinham acreditado: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, 32e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. 
33Responderam eles: “Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: ‘Vós vos tornareis livres’?” 
34Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. 35O escravo não permanece para sempre numa família, mas o filho permanece nela para sempre. 36Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. 37Bem sei que sois descendentes de Abraão; no entanto, procurais matar-me, porque a minha palavra não é acolhida por vós. 38Eu falo o que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai”. 
39Eles responderam então: “Nosso pai é Abraão”. Disse-lhes Jesus: “Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão! 40Mas agora, vós procurais matar-me, a mim, que vos falei a verdade que ouvi de Deus. Isto, Abraão não o fez. 41Vós fazeis as obras do vosso pai”. 
Disseram-lhe, então: “Nós não nascemos do adultério, temos um só pai: Deus”.42Respondeu-lhes Jesus: “Se Deus fosse vosso Pai, certamente me amaríeis, porque de Deus é que eu saí, e vim. Não vim por mim mesmo, mas foi ele que me enviou”. 


COMENTÁRIO
"A verdade nos fará livres."
A narrativa do evangelho de hoje diz: se o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. Aqui estão interligados dois temas: o da palavra revelada de Jesus, que está no interior de todo fiel, e a libertação que essa palavra traz.
As palavras que Jesus disse antes de sua paixão não foram bem compreendidas por seus discípulos. Mas, depois da Páscoa, eles tiveram luz suficiente para entender tudo, devido ao Espírito que Jesus difundiu sobre eles.
No evangelho de hoje eles não podem compreender por que "a verdade os fará livres" e por que, em si mesmos, não são totalmente livres.
O desejo de ser livre está no íntimo de cada ser humano. O encontro e a aceitação da verdade torna cada pessoa livre e portanto capaz de se libertar.
Jesus apresenta-se como a Verdade que devolverá a cada um de nós a possibilidade de ser livre, que é a condição dos filhos de Deus.
A palavra de Jesus é como uma luz que brilha sobre nossos motivos egoístas, apontando a "escravidão" de nossas obras e atitudes.


"Que seja bendito o vosso santo nome glorioso." Salmo Daniel 3,52b

terça-feira, 23 de março de 2010

Liturgia diária

5ª Semana da Quaresma
EVANGELHO
João 8, 21-30


Naquele tempo disse Jesus aos fariseus: 21“Eu parto, e vós me procurareis, mas morrereis no vosso pecado. Para onde eu vou, vós não podeis ir”.
22Os judeus comentavam: “Por acaso, vai-se matar? Pois ele diz: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’?”
23Jesus continuou: “Vós sois daqui debaixo, eu sou do alto. Vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo. 24Disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditais que eu sou, morrereis nos vossos pecados”.
25Perguntaram-lhe pois: “Quem és tu, então?” Jesus respondeu: “O que vos digo, desde o começo. 26Tenho muitas coisas a dizer a vosso respeito, e a julgar, também. Mas aquele que me enviou é fidedigno, e o que ouvi da parte dele é o que falo para o mundo”.27Eles não compreenderam que lhes estava falando do Pai. 28Por isso, Jesus continuou: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que eu sou, e que nada faço por mim mesmo, mas apenas falo aquilo que o Pai me ensinou. 29Aquele que me enviou está comigo. Ele não me deixou sozinho, porque sempre faço o que é de seu agrado”.30Enquanto Jesus assim falava, muitos acreditaram nele.


COMENTÁRIO
"Quando eu for crucificado, eles saberão quem sou."
No texto encontramos uma afirmação forte de Jesus às autoridades religiosas judaicas: morrerei no vosso pecado. Jesus pronunciou essa afirmação forte porque as autoridades religiosas judaicas optaram por opor-se a ele. Essa oposição é decorrência daquilo que Jesus fazia e dizia. Aqui aparece claramente o confronto de dois projetos: Jesus comprometido com o plano do Pai, que é a vida, e os seus adversários com o da morte.
O drama de Jesus é atingido o seu clímax poucos dias antes de sua paixão. Por um lado, Jesus continua a questionar as autoridades, oferecendo-lhes a luz da verdade sem interferências. De outro lado, rejeição e hostilidade constituem a única resposta a tudo isso. Parecia que a escuridão sobrepujaria a luz, que o mal triunfaria sobre o bem. Esse drama termina na cruz. Aqui Jesus revela ao mesmo tempo a sua divindade e a sua dependência ao Pai. E a conclusão é o fato de muitos crerem.


"Senhor, ouvi a minha oração, e chegue até vós o meu clamor." Salmo 101(102),2

segunda-feira, 22 de março de 2010

Liturgia diária

5ª Semana da Quaresma
EVANGELHO
João 8, 12-20


Falou-lhes outra vez Jesus: Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. A isso, os fariseus lhe disseram: Tu dás testemunho de ti mesmo; teu testemunho não é digno de fé. Respondeu-lhes Jesus: Embora eu dê testemunho de mim mesmo, o meu testemunho é digno de fé, porque sei de onde vim e para onde vou; mas vós não sabeis de onde venho nem para onde vou. Vós julgais segundo a aparência; eu não julgo ninguém. E, se julgo, o meu julgamento é conforme a verdade, porque não estou sozinho, mas comigo está o Pai que me enviou. Ora, na vossa lei está escrito: O testemunho de duas pessoas é digno de fé (Dt 19,15). Eu dou testemunho de mim mesmo; e meu Pai, que me enviou, o dá também.  Perguntaram-lhe: Onde está teu Pai? Respondeu Jesus: Não conheceis nem a mim nem a meu Pai; se me conhecêsseis, certamente conheceríeis também a meu Pai.  Estas palavras proferiu Jesus ensinando no templo, junto aos cofres de esmola. Mas ninguém o prendeu, porque ainda não era chegada a sua hora.

COMENTÁRIO
"Eu sou a Luz do mundo."
Já no final do sétimo capítulo, João discorre sobre a opinião dos judeus acerca da identidade de Jesus. Eles diziam que Jesus não poderia ser o Messias, porque quando este viesse - conforme era voz corrente entre eles - ninguém conheceria o lugar de onde tinha vindo, ao passo que eles sabiam de onde Jesus viera. Tal indagação é suspensa para dar entrada à narativa do episódio da mulher adúltera, sobre a qual meditamos no evangelho de ontem (5º domingo da Quaresma).
No evangelho de hoje, o autor retoma a discussão entre Jesus e os fariseus. Estes interpretam as palavras de Jesus ao pé da letra. Nesse contexto aparece de novo a figura de Nicodemos que tinha procurado Jesus de noite (cf. João 3, 1-21). Sabemos que naquela oportunidade, Jesus lhe falou da necessidade de renascer para poder ver o Reino de Deus, e Nicodemos também entendeu isso ao pé da letra. Foi preciso Jesus lhe explicar que se tratava de renascer da água e do Espírito Santo.
Nicodemos agora (cf. João 7,50) defende Jesus e lembra que a Lei mosaica não podia condenar ninguém antes de ouvi-lo e conhecer o que ele tinha feito. Não obstante, os fariseus tramaram a morte de Jesus junto a Pilatos (cf. João 13)

"Ainda que eu atravesse o vale escuro, nada temerei, pois estais comigo." Salmo 22(23),4a

domingo, 21 de março de 2010

"Não julgar e não condenar o próximo", pede o Papa neste domingo


"Aprendamos do Senhor Jesus a não julgar e a não condenar o próximo", foi o pedido do Papa Bento XVI, antes do Angelus deste domingo, 21, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

O Santo Padre refletiu sobre o Evangelho deste domingo, da mulher adúltera e as palavras de Jesus: "aquele de vós que estiver sem pecado seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra". "Estas palavras estão cheias da força desarmante da verdade, que abate o muro da hipocrisia e abre as consciências a uma justiça maior: a do amor, em que consiste a realização plena de cada preceito. É a justiça que salvou também Saulo de Tarso, transformando-o em São Paulo".

"Deus deseja para nós somente o bem e a vida; ocupa-se da saúde da nossa alma através dos seus ministros, libertando-nos do mal com o Sacramento da Reconciliação, para que ninguém se perca, mas todos se possam converter",  acrescentou o Papa.

Neste ano sacerdotal, Bento XVI exortou os pastores a imitar São Cura d’Ars no ministério do perdão sacramental, para que os fiéis redescubram o seu significado e beleza e sejam restabelecidos pelo amor misericordioso de Deus, o qual chega ao ponto de esquecer voluntariamente o pecado para nos perdoar.

O Papa concluiu convidando todos a aprender do Senhor Jesus a não julgar e a não condenar o próximo. "Aprendamos a ser intransigentes com o pecado - a partir do nosso – e indulgentes com as pessoas. Que nisto nos ajude a santa Mãe de Deus que, isenta de qualquer culpa, é medianeira de graça para cada pecador arrependido".

Depois da recitação do Angelus o Papa recordou que no próximo domingo - Domingo de Ramos-, ocorre o 25º aniversario do inicio das Jornadas Mundiais da Juventude, uma criação do Venerável João Paulo II. Por isso, Bento XVI convidou os jovens de Roma de do Lacio a se reunirem na próxima quinta feira, 25, a partir das 19 horas, para um encontro especial de festa.

FONTE: www.cancaonova.com

Liturgia Diária


5º Domingo da Quaresma
EVANGELHO
João 8, 1-11

Naquele tempo, 1Jesus foi para o monte das Oliveiras. 2De madrugada, voltou de novo ao Templo. Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los.
3Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Colocando-a no meio deles, 4disseram a Jesus: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. 5Moisés, na Lei, mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?”
6Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão. 7Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: “Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”. 8E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
9E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho, com a mulher que estava lá, no meio do povo.
10Então Jesus se levantou e disse: “Mulher, onde estão eles?” Ninguém te condenou?”
11Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus lhe disse: “Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais”. 

COMENTÁRIO
"Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra."
Jesus mostra que a comunidade é o lugar de perdão, de misericórdia e não de julgamento e condenação. Jesus está sempre junto ao pecador: sabe compreendê-lo e amá-lo. Ele descobre em meio à miséria moral a capacidade de crer e amar, talvez abafada pela mediocridade daqueles que condenavam a mulher, projetando sobre ela seu próprio pecado. Para Cristo, como para todo cristão, sempre há possibilidade de perdão, de conversão, pois Jesus veio para salvar, não para condenar.
Devemos, assim, entender que não basta observar a lei para ser justo perante Deus. Muitas vezes, habituados com nossa situação de cristãos, não percebemos a necessidade de rever nossas posições e descobrir a novidade revelada por Cristo.
A falsidade, a malícia e a superficialidade de nossas vidas fazem que nos ocultemos sob máscaras de bondade, marginalizando aqueles que classificamos como indignos de conviver conosco. A impressão de que somos melhores desencadeia uma falsa idéia de nós mesmos e o consequente desprezo dos preferidos de Deus.
Lançar pedra nos outros é cômodo: pode dar a sensação de que nada temos a justificar. É preciso olhar para nós mesmos e reconhecer os próprios defeitos para poder entender que a mulher adúltera significa algo de nós, frágeis e pecadores.

"O Senhor fez por nós grandes coisas; ficamos exultantes de alegria!" Salmo 125(126),3