quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O mistério da assunção de MARIA

“Minha alma glorifica o Senhor, meu espírito exulta de alegria.” Isso não é algo que acontece da noite para o dia. Fico pensando no quanto Maria se dedicou à construção do Magnificat, um canto, uma realidade teológica preparada desde o momento em que ela reconheceu quem era.
 
Uma coisa é quem você é, outra é quem precisamos nos tornar. Quem é você? Ô pergunta difícil de responder, pois nos leva a refazer quem somos, tudo o que já passamos.
 
Eu não sei o que você precisou viver para ser o que é hoje, mas sei o que você precisa fazer para ser o que Deus espera de você.
 
Não me importa o que você viveu até o dia de hoje. Eu o respeito. Olho para você como Cristo também olha. No altar, reunimo-nos para viver a dinâmica dessa festa: a Assunção de Nossa Senhora ao céu. Maria, terminado o curso de sua vida, é elevada ao céu.
 
Meu irmão, minha irmã, se a experiência com Jesus não for feita no dia a dia, corre-se o risco de ela ficar na camiseta que usamos, na cruz que carregamos no pescoço.
 
Quanto mais mergulho no mistério de Cristo, mais aprimorada é minha visão de Maria. Ela viveu sua assunção nos pequenos gestos, nas pequenas coisas. Nossa Senhora ousou ir para cima, elevar-se e nunca permitir que as dificuldades de sua vida a fizessem desanimar. Se a devoção a Maria não nos colocar nos braços de Jesus, ela não servirá para nada. Até mesmo ela ficará insatisfeita, pois não conseguirá colocar, em nosso braços, o amor de seu Filho.
 
Também nós precisamos viver essa assunção diariamente. Na carta de São Paulo, na liturgia de hoje, vemos, na Ressurreição de Jesus, um movimento que nos faz vencer a morte. A Igreja nos ensina que os grandes mistérios são as miudezas do nosso dia a dia.
 
Acho bonito que, também hoje, no mistério da assunção, Maria visita Isabel. No ventre de Isabel está o Antigo Testamento, aquele que vai anunciar o novo Messias, anunciará que Deus entrará, definitivamente, em nossa vida. É o laço do Antigo Testamento sendo amarrado no ventre de Maria. Por isso ela foi visitar Isabel.
 
Maria sabia que precisaria educar bem Jesus, ser uma mãe zelosa. Sua assunção começou nos pequenos detalhes, quando ela aceitou a proposta de seu Filho. Ao gerar Jesus, ao dar a Ele a carne humana, ela também constriuu, dentro dela, o mistério de salvação que a elevava, a redimia.
 
A Igreja, ao viver o mistério da assunção de Maria, nos propõe colocar as mãos para o céu e, juntos, construirmos a civilização do amor.
 
Alimente-se da Palavra de Deus, alimente-se dos sacramentos. Sem Igreja nós não nos alimentamos. Cuidado com a “camisetinha” que o identifica como sendo de um determinado grupo, ela pode ser diabólica; cuidado com a cruz que carrega em seu pescoço. Um dos lugares favoritos do diabo é a sacristia, são os bastidores. Como encontramos pessoas maldosas protegidas pela cruz peitoral, pela autoridade!
 
Deus encontra bondade na lama, mas, muitas vezes, não a encontra no altar.
 
Um dos ensinamentos mais bonitos que aprendi com o fundador da congregação, na qual fui formado, padre Dehon, foi: “Deus não pode fazer nada com minhas obras se antes ele não possuir o meu coração”.
 
Meu irmão, permita que o seu ministério, que sua vida familiar seja um instrumento de salvação. Permita que sua casa seja o seu lugar de redenção. Não tenha medo de ousar; sem ousada não se chega ao céu.
 
Tenha, o tempo todo, seus olhos voltados para o alto, pois é assim que precisamos estar. Não podemos viver “desamarrados” do Novo Testamento. Somos filhos da assunção. Não podemos admitir que as forças do diabo venham ameaçar a inteireza da nossa vida.
 
[Pe. Fábio de Melo]

Liturgia Diária

Nossa Senhora Rainha 
EVANGELHO
Evangelho (Lucas 1,26-38)

Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria.
28
O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação.
30
O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34
Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”.
38
Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Ofereça seu pouco a Jesus e Ele o multiplicará

A Palavra meditada está em Romanos 8,31-39. 
 
O Evangelho de hoje fala sobre a multiplicação dos pães. Ele é tão forte e real que aparece por seis vezes no Evangelho. Foi um relato que realmente aconteceu, estava na mente do povo e foi profetizado por Deus.
 
A Palavra nos diz que Jesus atravessou o mar inteiro, de uma margem a outra para estar com Seu povo e todos O seguiram, porque queriam ouvi-Lo, pois os sinais aconteciam com eles. A multidão deixou tudo para ouvir o Senhor. Eles sabiam da importância do Mestre e deram prioridade a Ele.  
 
O que você tem deixado de lado para ouvir e se encontrar com Jesus? Você tem dado prioridade a Ele ou só se lembra d'Ele nas cobranças e nas horas difíceis? Dê mais atenção a Deus, faça d’Ele a sua prioridade.  
 
Após chegarem à margem, Jesus subiu a montanha e sentou-se com Seus discípulos para levar a Palavra. Em seguida, Ele olhou a multidão e perguntou a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que estes possam comer?” A iniciativa foi de Jesus, ninguém havia pedido nada a Ele, mas porque o povo tinha ido ao Seu encontro, o Senhor percebeu a necessidade.  
 
Vá ao encontro do Senhor para que Ele tome as rédeas da sua vida e esteja à frente dos seus problemas. Não espere um milagre acontecer diante de você, vá ao encontro de Deus.  
 
Quando Jesus perguntou a Filipe o que iriam fazer, estava testando a fé do apóstolo, pois Ele já sabia tudo o que iria acontecer. Muitas vezes, Deus faz isso conosco, querendo ver até onde vai a nossa fé. Mas, Ele não deixa tudo nas mãos de Filipe; é como se falasse: “Como eu e você vamos resolver o problema desse povo?”  
 
Deus nunca nos deixa sozinhos para resolvermos os problemas, mas arruma uma solução junto de nós. No entanto, assim como Filipe, muitas vezes, não conseguimos entender que Deus está ao nosso lado, então dizemos a Ele: “Eu não consigo resolver meu problema”. Talvez a nossa vida não vá para frente, porque somos autossuficientes, achando que já temos a resposta de tudo e correndo o risco de nos acomodarmos. No entanto, quando a coisa aperta, nós recorremos ao Senhor.  
 
Não podemos procurá-Lo apenas nas horas ruins, mas recorrer a Ele em todos os momentos. Como é bom pedir e perguntar a Deus! Precisamos ser movidos e guiados pelo Espírito Santo.  
 
André, ouvindo a conversa, tenta ajudar e diz: “Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes, mas que é isso para tanta gente?” André faz a sua parte, toma a iniciativa para tentar achar uma solução, apesar de também duvidar de que tudo daria certo.  
 
Apresente seu pouco para Deus, mesmo que você não acredite, pois Ele agirá na sua vida e lhe mostrará que você pode confiar.  
 
Jesus diz em seguida: “Fazei as pessoas se sentarem”. Com essa atitude, o Senhor mostra que é um só com todo o povo, pois, naquele tempo, só se sentava à mesa com os parentes e com os amigos mais íntimos.  
 
Percebemos, aqui, uma questão muito interessante: por que multiplicar pães se todos poderiam estar passando sede? A região em que eles estavam era um lugar com sete fontes, então, ali, todos tinha água em abundância. Jesus era esperto, Ele pensou em tudo, pois não queria que nada O atrapalhasse na hora em que fosse falar. Ele pensou nas crianças, pois elas teriam onde brincar, e os pais ficariam tranquilos. Será que não está lhe faltando inteligência para levar Jesus para sua casa? Se você permitir, Deus lhe dará essa graça para que você e os seus cheguem ao encontro d’Ele.  
 
Jesus partilhou os pães e os peixes com todos que estavam ali, na simplicidade de um menino pobre que tinha pouco. O Senhor realizou o milagre da multiplicação. É isso que Jesus lhe pede hoje: dê o seu pouco para que Ele realize milagres na sua vida e na vida dos seus. Ele não desiste de você; não desista d’Ele. Mesmo com pouco a oferecer, ofereça ao Senhor para que Ele multiplique graças na sua vida. Não espere um milagre cair do céu.  
 
O Senhor realizou um milagre para aquele povo, porque eles foram ao encontro d’Ele. Você tem ido ao encontro de Jesus? Vá ao Seu encontro para que Ele possa realizar graças na sua vida. Deus está ao seu lado e você não está vendo, deixe-O ajudá-lo; dê o seu pouco para que a multiplicação aconteça.  
 
Você pede tantas coisas, mas não tem feito a sua parte. Reze, vá à Missa, converse com Deus. Ele quer lhe tocar profundamente. Volte para a casa do Pai com o seu pouco. O Pai multiplica e muito, Ele escuta as suas preces.  
 
"Pedimos, nessa manhã, que o Senhor envie seu Espírito Santo sobre nós. Que Ele nos invada, cure e nos dê a graça de sermos tocados pela fé. Não desistam, porque o Senhor está com vocês. Venha Espírito Santo e restaure o Seu povo! Agradeçamos a graça que o Senhor realiza em nós nesse dia.”  
 
Padre Arlon  
Membro da Comunidade Canção Nova

EJC Sta. Terezinha realizará I Heaven Dance

Com o tema: "Precisamos de Santos sem véu ou batina. Santos de Calças jeans e tênis", O EJC de Sta. Terezinha-PE estará realizando na noite do próximo sábado, dia 18/08 a I HEAVEN DANCE. O evento contará com a participação de toda juventude da região e terá como atrações a DJ Kimberly, o MC Suchi e a Banda Arcanjos de Triunfo-PE. A entrada no evento custá apenas R$ 3,00 e acontecerá no clube municipal.Toda a renda será destinada para as ações do EJC local. 
 
Contamos coma presença de todos.
 
 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Deus abre as portas da frente para todos nós

A Palavra meditada, está em Apocalipse 3,5-9.

Quando Deus me deu essa Palavra, eu a li e reli muitas vezes até entendê-la, pois sua essência é muito forte. São João escreveu o que Deus quer de nós.

O Senhor nos fala, por meio da Palavra, que, se quisermos ser reconhecidos como filhos, temos de acreditar que ninguém poderá interferir em Seus feitos por nós. Não podemos ficar pensando no que o demônio pode fazer conosco, pois nascemos para ser vitoriosos em Deus.

Ontem, recebi uma carta, na qual uma pessoa falava sobre seus problemas. Ela conta que estava sendo derrotada por esses problemas. Eu lhe respondi, dizendo que ela não podia desistir, pois precisa ser exemplo para sua família, mostrar que com Deus ela é mais forte. 

"Conheço a tua conduta. Vê, eu abri à tua frente uma porta e ninguém a poderá fechar.” Vejam que bonito o que São João nos diz! Deus abriu as portas da frente para cada um de nós, para a nossa liberdade, e ninguém poderá fechá-las. Mas aí você diz: “Minha vida é uma cruz”. Sim, Jesus não negou isso a ninguém, pelo contrário, Ele foi o primeiro. Jesus carregou nossos pecados, por isso temos de carregar também a d'Ele. Ninguém tem uma vida 100% alegre, por isso temos de vivê-la dia a dia. Se você traz o azedo de ontem para o dia de hoje, não consegue ver, ouvir nem falar com Jesus. Hoje precisa ser um novo dia.

Nossa vida é como um rio cheio de corredeiras; a nós resta apenas segurar nas folhas das capituvas, à beira do rio, e nos mantermos firmes. A firmeza que essa planta tem, por ter uma raiz profunda, é a que precisamos ter em nossa vida. Deus quer que nossa vida em Jesus esteja enraizada em nosso coração.

Os momentos difíceis e as dores existem, mas não podemos desistir. Temos de carregar nossa cruz para chegarmos a Jesus. Nosso destino é o céu, por isso não podemos ficar presos ao pecado.

Lutar contra o mundo e os pecados não é fácil, mas se o Senhor abriu as portas da frente para você, Ele exige que você não deixe a Sua Palavra e não renegue o Seu nome. 

Não podemos ter vergonha de Jesus, temos de testemunhar Sua Palavra. Nossa vida precisa ser transparente para que as pessoas nos reconheçam em Deus, senão, ficaremos amarrados às coisas do mundo. São "coisinhas" que nos pegam; precisamos ficar atentos.

Jesus nos diz que temos de enfrentar todos os desafios que estão em nosso caminho para sermos fortes e vencedores, pois, no céu, não entram as pessoas fracas e medrosas. Enfrentando todos os desafios, poderemos chegar até Ele e dizer: “Eu não O neguei”.

Eu ainda sou fraco e preciso muito de Deus, preciso fazer minha oração diária e estudar mais a Palavra. Isso é importante para todos nós. Precisamos confiar na misericórdia divina, porque o Senhor nos ama. Veja o tamanho do amor de Deus por nós!

Não podemos parar nos pecados, pois, quando pecamos, primeiro o Senhor se compadece e sofre junto conosco; depois; Ele nos corrige e mostra o caminho correto para que possamos seguir e dar testemunho do Seu amor. Deus nunca é contra o pecador, mas sim contra o pecado.

Quero finalizar esta reflexão dizendo que todos nós temos de controlar nossas emoções, ficar atentos e em oração, clamando a misericórdia do Senhor, para que nada possa nos atingir. 

Se houver pouca força, mas uma grande oportunidade, não desista. Siga firme, pois Deus será essa força que lhe falta. Se você estiver caminhando em um rumo de ilusão e cegueira, pare e mude suas prioridades. Não se acomode nas situações.

Temos muito o que fazer. Trago, em meu coração, o que São Francisco diz: "Até hoje não fiz nada, vou começar tudo de novo". A obra de Deus somos nós e Ele nos dará as forças necessárias para continuar.

Deus abençoe você!

[Wellington Silva Jardim]

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Deus prefere a misericórdia

A Palavra meditada, hoje, está em Miquéias 7,8-20.

Meus irmãos, essa passagem é uma liturgia de esperança. Naquela época, Miquéias veio exercer seu papel de profeta para levar a Palavra diretamente a esse povo sem travas na língua. Ele falava, em alto e bom som, tudo o que tinha de dizer. 

Nesse tempo, o povo de Deus sofria com muitas injustiças devido às suas escolhas erradas e sua teimosia. Como passavam por muitas dificuldades, acreditavam em qualquer um que chegasse prometendo tudo e acabavam vivendo como essa pessoa queria; muitas vezes, idolatrando outros deuses pagãos. E nós sabemos que a idolatria é abominável para Deus.  

O povo seguia por esse caminho, mas Deus veio lhes falar: "O que fiz a vocês, meu povo, para me tratarem desse jeito?". É a lamentação do coração do Senhor.

Para quem caminha longe de Deus, surge uma liturgia de esperança para o povo, exercido em favor dele e também por parte dele. O profeta vem dizer: “Não cantes vitória, minha inimiga, porque quando caio, depois me levanto. Mesmo que eu venha morar nas trevas, o Senhor é minha luz”.  

Hoje, você, que nos acompanha deitado em uma cama, com muitos remédios ao lado por causa de uma profunda depressão, pode dizer à sua doença: “Não cantes vitória, minha inimiga”.  

A depressão é uma doença que, atualmente, atinge mais de 30% da população; e ela pode acontecer por vários motivos, sintomas físicos ou emocionais. No entanto, muitos médicos explicam que a depressão é agravada pelas situações diárias nas quais vivemos, exigindo de nós sempre o melhor.  

Essa competitividade que está na rua, em nossa casa e até na Igreja exige tanto de nós, que chega uma hora que nós não a aguentamos mais. Desanimamos, porque já não somos capazes. Vemos que é exigido sempre o melhor das pessoas, que os pequenos detalhes já não são mais valorizados. Não importa o que a pessoa é, mas sim o que ela pode produzir.  

Você, que está com depressão, desanimado e triste, proclame: “O Senhor é a minha luz. Eu não vou mais permanecer na tristeza, porque Jesus me visita com a Sua luz. Não cante vitória, minha inimiga, porque eu vou me levantar.”  

Hoje, é dia de reconstruir seus muros. A Palavra vem lhe dizer: “Deus vai além”. Se, por qualquer situação, sua vida está desmoronando, chegou o momento de se levantar.  

Esse desmoronamento não será a última palavra da sua vida. Vá além! Em nome de Jesus, levante desse leito de dor, há uma vida para ser vivida. O Senhor vem dizer a você: “Olhe para sua vida, as lágrimas acabaram. Continue caminhando, agora é tempo de prosseguir.”  

E como é bom ver as maravilhas que Deus sempre faz por nós. No contexto de muita dor, o profeta recorre a Deus: “Haverá algum Deus igual a ti, que tira o pecado, que passa por cima da culpa do resto de sua herança, não guarda sua ira para sempre e prefere a misericórdia?”.  

Mesmo diante das escolhas erradas, Deus prefere a misericórdia. Ele a coloca à Sua frente para ir ao seu encontro. O profeta, fazendo essa experiência, termina dizendo: “Ele vai nos perdoar de novo! Vai calcar aos pés as nossas faltas e para o fundo do mar jogará todos os nossos pecados.”  

Miquéias faz a experiência da misericórdia e, depois de ser atingido por ela, levou a liturgia de esperança para o povo.

Você, que hoje sofre, faça a experiência da misericórdia de Deus, aproxime-se do Senhor.  

Talvez, você esteja sofrendo, porque falta perdão na sua vida. Assim como Deus, que possamos preferir a misericórdia nesta manhã. Deixe o Espírito Santo tocar seu coração e prepará-lo. Faça a experiência de viver a misericórdia do Senhor. Que seu coração se abra para o perdão.  

[Alexandre Oliveira]

segunda-feira, 30 de julho de 2012

As faces da fidelidade conjugal

O verdadeiro amor é construído dia a dia.

Havia um senhor que, todas as manhãs, ia tomar café com sua esposa, a qual se encontrava internada em um asilo. Certa manhã, este senhor estava esperando o ônibus. Quando olhou para o lado, viu um amigo seu que se aproximava. Cumprimentaram-se e o senhor convidou seu amigo para sentar-se ao seu lado. Contou ao amigo sobre sua jornada matinal de todos os dias. Ouvindo-o atentamente, este amigo lhe perguntou:

"Por que, todas as manhãs, você vai tomar café com sua esposa, se ela não se lembra mais quem é você? Ela tem Alzheimer!" Nisto, aquele senhor virou-se e, olhando profundamente nos olhos de seu amigo, disse-lhe:"Ela pode não se lembrar de quem eu sou, mas eu me lembro de quem ela é e do compromisso que nós assumimos perante Deus!"

Em uma sociedade com tantas propostas de felicidade, esta pequena história nos ensina o valor da fidelidade nas relações conjugais, em todos os momentos da vida: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias, manhãs, tardes e noites da vida a dois. A fidelidade entre o casal começa no período de namoro, momento propício do conhecimento, tempo de construir uma relação madura e humana. Estação de semeadura das flores que, um dia, irão florir nos canteiros de uma vida conjugal sacramentada pela bênção de Deus.

A fidelidade no casamento é fruto da fidelidade no namoro. A busca pelo que é essencial no casamento deve sempre ser maior do que é periférico. Muitos relacionamentos conjugais se estacionam em sentimentos periféricos, os quais não trazem nenhum benefício para quem busca construir uma vida de amor partilhado. O amor, que um dia os uniu, acaba sendo deixado de lado por desentendimentos não resolvidos, pela falta de diálogo e compreensão de ambas as partes.  

Fidelidade nas alegrias da vida, mas também nos momentos de tristeza. Fidelidade na saúde e também na doença. O verdadeiro amor é construído dia a dia na vida do casal. A cada nova manhã, marido e mulher são sempre convidados a renovar a fidelidade um ao outro e a redescobrirem o motivo que, um dia, os levou ao altar: o amor que os uniu por toda a vida.

Uma verdadeira experiência da fidelidade conjugal passa pelo processo da gratuidade do amor. Marido e mulher, que cobram amor um do outro, estão negociando seus sentimentos. A própria palavra “cobrança” revela, em si mesma, seu significado: só cobramos algo de alguém quando há uma dívida pendente. O amor conjugal não é negócio, mas pura gratuidade, doação e entrega. Quando as cobranças começam, o relacionamento entra num processo de contabilidade, no qual o saldo final sempre será negativo.

A cada novo dia, a cada nova manhã, o amor e a fidelidade devem ser renovados. Novas esperanças devem ser semeadas no jardim da vida a dois. Esposo e esposa devem cultivar, em conjunto, no canteiro da alma, o amor que os uniu um dia. Descobrir que o outro não é tão perfeito como se imaginava, é um exercício de paciência que só poderá ser vencido com as flores da paciência, do diálogo e do perdão. 

No casamento, a fidelidade nasce da simplicidade da partilha a dois. Cada casal é sempre convidado a descobrir, na simplicidade da vida a dois, o espetacular da vida matrimonial. 

[Padre Flávio Sobreiro]

Veja como foi a Pré-Jornada Rio 2012

Chegamos ao último dia da Pré-Jornada Mundial da Juventude e ficou no coração dos jovens que participaram do evento entre os dias 27 a 29 de julho, no Maracanãzinho (RJ), o desejo de anunciar Jesus com um novo ardor em preparação a JMJ Rio 2013. 
 
O evento teve presenças marcantes, como do núncio apostólico do Brasil, Dom Giovanni d'Aniello; arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Cardel Dom Raymundo Damasceno; arcebispo do Rio de Janeiro e Presidente do COL, Dom Orani João Tempesta; bispo auxiliar de Campo Grande e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, Dom Eduardo Pinheiro, padre Antônio Maria, padre Jorjão, padre Reginaldo Manzotti, padre Omar Raposo, padre Roger Luis, entre outros. 
 
Durante os três dias de evento, ocorreram momentos de Adoração ao Santíssimo, Santa Missa, pregações e animação com diversos ministérios de música.
 
 

domingo, 29 de julho de 2012

Por todo lugar, Deus deixa seus sinais

Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho, cada noite, que certa vez, o rico chefe da grande caravana chamou-o a sua presença e lhe perguntou:

- Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe, quando nem ao menos sabes ler?
- Grande senhor, conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais Dele.
- Como assim? - indagou o chefe, admirado.
 
O servo humilde explicou-se:
 
- Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente, como reconhece quem a escreveu?
- Pela letra.
- Quando o senhor recebe uma joia, como é que se informa quanto ao autor dela?
- Pela marca do ouvires.
 
O empregado sorriu e acrescentou:
 
- Quando ouve passos de animais, ao redor da tenda, como sabes, depois, se foi um carneiro, um cavalo ou um boi?
- Pelos rastros, - respondeu o chefe, surpreendido.
 
Então, o velho convidou-o para fora da barraca e, mostrando-lhe o céu, onde a lua brilhava, cercada por multidões de estrelas, exclamou, respeitoso:
 
- Senhor, aqueles sinais, lá em cima, não podem ser de homens!
 
Nesse momento, o orgulhoso caravaneiro, de olhos lacrimosos, ajoelhou-se na areia e começou a orar também. Deus, mesmo sendo invisível aos nossos olhos, deixa-nos sinais em todos os lugares...
Na manhã que nasce calma, no dia que transcorre com o calor do sol ou com a chuva que molha a relva... Ele deixa sinais quando alguém se lembra de você, quando alguém te considera importante.

BOM DOMINGO A TODOS!!

[Felipe Aquino]

sábado, 28 de julho de 2012

O beijo de Jesus

Eu era criança, mas já percebia, 
O pouco pão que havia em nossa mesa
E a aparência acanhada da pobreza
Que tinha a nossa casa tão vazia.
 
De noite, antes do sono, uma certeza:
A minha mãe rezava a Ave-Maria!
E ao terminar a prece eu sempre via
No seu olhar uma esperança acesa.
 
Após a reza desligava a luz,
Beijava o crucifixo e a fé era tanta
Que adormecia perto de Jesus.
 
Depois que ela dormia (isso que encanta)
Nosso Senhor descia ali da cruz
Para beijar a sua face santa... 
 
[José Antonio Jacob]

É preciso resgatar a sua pureza

Há uma bruta fome de Deus em nós. Nós temos fome de paz, de justiça, de alegria; temos fome de honestidade, mas não sabemos mais a quem ouvir. No entanto, graças a Deus, o Senhor nos pega pelas mãos.

Deus só vai nos levar para um lugar bom; Ele nunca nos levará por lugares perigosos. As pessoas podem segui-Lo docilmente, é uma experiência interessante deixar-se guiar pelo Senhor. Há, inclusive, dinâmicas para que a pessoa sinta o que é seguir alguém, o que é obedecer e ser dócil.

Existe um teste mais difícil ainda, quando ninguém segura a pessoa pela mão. O Senhor faz essas duas coisas conosco: no começo, nos segura pela mão e nos leva. Assim, nós vamos aprendendo a obedecer. E todos nós precisamos aprender isso. O segundo teste é aquele em que Deus não nos toma pelas mãos; Ele apenas vai falando e nós vamos O seguindo.  

É preciso resgatar a sua pureza, a sua verdade, porque você perdeu o referencial. É preciso resgatar seus valores, pois você acabou se perdendo, ficou de tal maneira "estragado" pelo mundo, que ele acabou danificando sua mente, sua fantasia, seus sentimentos. Quantos rapazes feridos em seus sentimentos, cujos sentimentos não parecem mais de "gente", de homem. Parecem mais sentimentos de "bicho"! Desculpe-me, mas é a verdade.  

Quanta menina, coitadinha! E a mulher foi feita com um carinho especial de Deus! Como Ele caprichou no sentimento dela, na capacidade que ela tem de amar. Mas quanta mulher, quanta menina de tal maneira "amarfanhada"!  

Nós acabamos perdendo o referencial, pensando que "o negócio é esse mesmo", ou seja, viver como o mundo vive, na corrupção. Se você perde totalmente suas referências, daqui a pouco já não entende mais nada. O mundo vai "amarfanhando" você. Mas você é gente e, lá no fundo do seu coração, Deus está plantando o bem em meio a essa atrocidade. O Espírito Santo não "pulou fora" de você. Graças a Deus, Ele está lá dentro de você e é Ele quem começa a gritar, a colocar, dentro de você, uma "fome" de algo que, às vezes, você nem imagina o que seja. Mas, na verdade, é uma fome de Deus.  

[Trecho da palestra "Obedecer, uma urgência" com monsenhor Jonas Abib.]

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Um menino, cinco pães e dois peixes

O Cristianismo aprendeu a partilhar desde cedo.

A Igreja reza pedindo que Deus redobre, “multiplique” Seu amor para conosco, a fim de que, conduzidos por Ele, usemos de tal modo os bens que passam, podendo abraçar os que não passam. A administração dos bens sempre foi um desafio para a humanidade, tanto que os sistemas econômicos, a partir de visões diferentes, alternam-se ou se complementam numa busca incansável das respostas adequadas às necessidades humanas. No Evangelho, Jesus se ocupa, em Seus ensinamentos, parábolas ou milagres, do tema dos bens a serem cuidados pela humanidade.

O fato da multiplicação de pães e peixes, milagre realizado por Jesus e narrado pelos quatro evangelistas, é carregado de ensinamentos, fonte inesgotável para a vida cristã em todos os tempos. São João no-lo descreve com grande riqueza de detalhes (Jo 6,1-15), reportando, no mesmo capítulo em que o descreve como um dos “sinais”, o discurso a respeito do Pão da Vida, no qual o Senhor confronta Seus próprios discípulos com a escolha decisiva que também orientará a vida de todos os homens e mulheres que viessem a acolher a Boa Notícia do Evangelho no correr dos séculos. De forma muito clara, abre ainda as mentes e os corações para o milagre cotidiano, com o qual o Senhor se faz presente na Eucaristia.

Dentre tantas riquezas da multiplicação de pães, podemos voltar os olhos para aquele menino que ofereceu a “contrapartida” para que o Senhor realizasse o milagre. As crianças nem eram contadas, tanto que o número de cinco mil homens pode ser multiplicado, pelas mulheres e crianças certamente presentes ao episódio da multiplicação. Jesus acolhe quem nem mesmo vale para a sociedade de seu tempo, recolhe o pouco que pode ser oferecido e multiplica. Desde cedo, o Cristianismo aprendeu com o seu Senhor e Mestre a verdade da partilha, ponto de partida para a intervenção da graça que, efetivamente, multiplica o que se pode oferecer, do menor ao maior, para chegar a todos que podem entrar, cada dia numa igreja, ter os olhos voltados para o altar e ali aprenderem a lição perene da multiplicação. 

Muitas vezes, cantamos “sabes, Senhor, o que temos é tão pouco para dar, mas este pouco nós queremos com os irmãos compartilhar”. As desculpas são muitas, pois um não possui nem mesmo moedas, outro não tem ideias, aquele não tem coragem e a muitos falta a criatividade ou a iniciativa. O apelo suscitado pelo Evangelho é a uma mudança que se pode chamar “cultural”. A cultura cristã tem a marca do “dar” e do “receber”, capacidade de oferecer o que se tem de melhor, mesmo que sejam os pães e os peixes do menino, as duas moedas da viúva pobre, o óleo perfumado da mulher pecadora ou a vida daqueles doze homens chamados por Jesus para começar tudo. Lições de Economia, Administração, Matemática! Voltemos à velha “tabuada”.

Tabuada de um! Para Deus vale o que você tem. Uma é a vida a ser oferecida. A chance que lhe é oferecida é irrepetível. Você pode gastá-la para ser feliz, olhando para o Senhor que só sabe amar e se oferecer neste amor infinito. 

Houve um homem, bem conhecido meu, aliás - meu pai -, discreto e silencioso, tímido, mas do qual soubemos, após sua morte, ter dado bolsas de estudo a muitas pessoas pobres. O que fez com a mão direita, nem a esquerda soube, mas Deus fez aparecer os testemunhos quando já tinha sido chamado para junto d'Ele.

Tabuada de dois! Olhe ao seu redor, pois é sempre possível compartilhar e, ao mesmo tempo, receber muito dos outros. Pertinho de você existem pessoas amigas, há ouvidos abertos para escutar e gente que espera uma palavra que pode ser a sua. Comece o diálogo com a pessoa que se assenta ao seu lado num transporte coletivo, ou com quem está perto de você numa das muitas filas a serem enfrentadas. Oferta, escuta, gestos, atenção, bens materiais. Saiba receber com humildade e simplicidade. Vale a pena lembrar que bastam dois reunidos em nome de Jesus, que se amem mutuamente, para que Ele esteja presente.

Tabuada de cinco! Os dons de Deus são irrevogáveis e infinitamente desproporcionais às nossas capacidades e, eventualmente, pequenas ofertas. Basta verificar a quantidade de obras sociais nascidas do Evangelho no coração da Igreja para ver o quanto os meios pobres, mas bem administrados, são orvalhados pela graça. Quantos são os filhos sem nome ou sem genitores conhecidos que foram acolhidos! E a presença no campo da educação! Escute o que têm a dizer as muitas iniciativas de caridade. Conheça o que faz a Cáritas Arquidiocesana de Belém (PA), abra seus olhos para ver que nossa pobreza se faz riqueza, para que o que tem muito não tenha sobra e o que tem pouco não tenha falta. Onde houver um cristão de verdade, esteja presente o milagre da multiplicação! Um, dois, cinco, mil. Uma contabilidade nova! As contas de Deus serão sempre maiores, porque são do tamanho da eternidade.

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA

 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Precisamos ensinar o Evangelho com palavras e atitudes

O texto meditado é o Evangelho do 14º Domingo do Tempo Comum, Marcos 6,1-6. 

Jesus estava voltando para Nazaré, cidade de origem, onde havia sido criado. No dia de sábado, foi à sinagoga, como todo judeu observante, e, ali, começou a ensinar. As pessoas ficavam admiradas com o que Ele dizia e fazia. Porém, elas mesmas ficaram presas no julgamento da pessoa de Jesus como um "simples homem", filho do carpinteiro e morador daquela cidadezinha. Esvaziaram, com seus julgamentos, toda a realidade divina que existe em Jesus, viram o homem histórico, mas não acolheram o Cristo da fé. 

Os moradores de Nazaré que se “admiravam dos ensinamentos” e feitos de Cristo, também ficaram “chocados” ao perceber que Ele era, segundo o errado julgamento deles, uma pessoa comum. O próprio Jesus resume o acontecido: “Um profeta só não é valorizado na sua própria terra, entre os parentes e na própria casa”.

Agora é a vez de o próprio Jesus ficar admirado, porém o motivo é triste: a incredulidade daquelas pessoas, impedindo que muitos outros milagres não ocorressem ali. A não acolhida deles não desmotivou ou paralisou a missão de Jesus, mas Ele a continuou para além dos julgamentos e resistências.

Também eu e você, que por algum motivo não fomos, na nossa fé, acolhidos e respeitados entre os nossos, não podemos desanimar da vida cristã. O reconhecimento dos outros não pode ser o combustível que nos faz perseverar na vivência da nossa fé, mas sim o modelo de Cristo, que cumpriu a Sua missão, impulsionado sempre pela vontade do Pai.

Essa Palavra está sendo um incentivo para a sua perseverança. Veja que também Jesus enfrentou obstáculos e julgamentos, porém isso não o deteve ou o desviou do caminho. Eu e você precisamos nos espelhar nesse Cristo e assumir, nos dias de hoje, a missão de continuar ensinando o Seu Evangelho com palavras e atitudes, oportuna e inoportunamente. 

Dê a sua resposta a Deus de forma muito concreta. Reze por aqueles que, ainda hoje, vivem na incredulidade e recobre, pessoalmente, a força em Jesus para perseverar em meio a este mundo, no testemunho vivo da nossa fé.

Deus o abençoe!

Padre Fabrício Andrad

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Vamos preparar os nossos jovens para a justiça e a paz

Com este tema o Papa Bento XVI deixou-nos uma profunda mensagem para o Dia Mundial da Paz, centrando seu pensamento nos jovens e sua educação. Diante das sombras que pairam sobre o mundo, educar os jovens é a saída e a esperança; mas para isso é preciso formá-los no conhecimento da verdade e nas virtudes. E o Papa traça o itinerário a ser percorrido: educar os jovens para a compaixão, a solidariedade, a colaboração, a fraternidade, porque a crise que aflige a sociedade, mais do que financeira é uma crise cujas raízes são culturais e humanas.  
 
Como os jovens são o futuro do mundo, então é preciso educá-los na esperança, fazendo-os ter apreço pelo valor da vida, sem medo de formar uma família e serem preparados para ter a capacidade de intervir no mundo da política, da cultura e da economia, contribuindo para a construção de uma sociedade melhor para todos.
 
O Papa insiste que a Igreja olha para os jovens com esperança, e encoraja-os a procurar a verdade e a defender o bem comum. Para isso é preciso dar-lhes uma educação integral, que não se limite ao corpo e ao intelecto, mas que atinja também a dimensão transcende, a vida espiritual. Ele relembra-nos que a educação é “a aventura mais fascinante e difícil da vida” que significa fazer crescer a pessoa de forma integral sem perder de vista a dimensão moral e espiritual do seu ser e o seu fim último que é Deus e o bem da sociedade.
 
Para que o jovem seja educado adequadamente, deverá antes de tudo receber na família, onde os pais são os primeiros educadores, as lições das virtudes e aprender a colocar a esperança antes de tudo em Deus. Que cada ambiente educativo seja aberto ao transcendente, e não se perca no materialismo e no consumismo alienante. Que os jovens sejam levados a apreciar e valorizar os irmãos, fugindo do egoísmo vazio. Que as instituições, especialmente o Estado, cooperem com a família e respeite os valores morais e religiosos dos pais, sem intervir neste espaço sagrado. Que os políticos deem aos jovens um exemplo transparente na política, como verdadeiro serviço para o bem de todos, sem politicagem, corrupção, e outros maus exemplos aos jovens. Que os meios de comunicação de massa informem segundo a verdade e a responsabilidade, com ética e respeito. Que se ensine aos jovens fazer uso bom e consciente da liberdade. 
 
Sobre este aspecto da liberdade o Papa insiste na necessidade de educar para a verdade e para a liberdade porque o jovem traz no coração uma sede de infinito, que é também uma sede de verdade plena, capaz de explicar o sentido da vida: ele foi criado à imagem e semelhança de Deus. Não é possível educar o jovem sem leva-lo a reconhecer em si e nos outros a imagem de Deus, e assim ter um profundo respeito por cada ser humano. Sem a relação com Deus o homem não pode compreender o significado da sua liberdade. Sem isso ele se acha um ser absoluto, independente de tudo e de todos, podendo fazer tudo o que quer, acabando por anular a verdade sobre si mesmo e perdendo a verdadeira liberdade. Isso leva-o a viver numa terrível prisão fechado dentro do próprio “eu”. 
 
O Papa denuncia em sua mensagem certa cultura moderna, baseada em princípios económicos racionalistas e individualistas, e que desvirtuam o conceito de justiça, separando-o da caridade e da fraternidade. E mais uma vez lembra o perigo do relativismo, que ele tem chamado de uma ditadura, que nada reconhece como definitivo, e que deixa apenas o eu como última medida. Isto gera uma falsa e perigosa liberdade. Dentro de um horizonte relativista como este, não é possível uma verdadeira educação, porque sem a luz da verdade a pessoa está condenada a duvidar da bondade da sua própria vida e da possibilidade de construir com os outros algo em comum.  
 
Por fim o Papa lembra que para os cristãos, Cristo é a nossa verdadeira paz: n’Ele, na sua Cruz. Insiste que não são as ideologias que salvam o mundo – elas geraram muitas mortes – mas a fé no Deus vivo é que garante a nossa liberdade, o que é bom e verdadeiro.  
 
Aos jovens pede que fujam das “soluções fáceis para problemas difíceis”, como já tinha dito Paulo VI, e que destrói o mundo. Não se iludam com soluções fáceis para resolver os problemas. E que cientes dos seus talentos e potencialidades, nunca se fechem em si mesmos, mas que trabalhem por um mundo melhor para todos.  
 
[Prof. Felipe Aquino]

terça-feira, 24 de julho de 2012

Batista Lima leva alegria e louvor ao Halleluya

A primeira noite do Festival Halleluya 2012 foi marcada por muito louvor, orações e vários testemunhos de palestrantes, religiosos, cantores e músicos, os quais se reversavam no palco com o intuito de levar a palavra de Deus e edificar a fé dos milhares de católicos, que compareceram ontem à noite ao Condomínio Espiritual Uiapuru (Ceu) em Fortaleza, Ceará.

Entre as atrações convidadas para a abertura do maior Festival de Artes Integradas do Brasil, foi o cantor Batista Lima acompanhado da sua banda “O Farol”, que aproveitou o espaço de 01h30 de show para mostrar com exclusividade algumas faixas do seu novo CD ‘Unidos pela Fé’, o terceiro da carreira, entre elas ‘Meu Alabastro’, ‘Me Faz Sair do Chão’ e ‘Eu e Minha Casa’, dedicadas ao universo católico que será lançado no dia 08 de setembro.

Durante a apresentação, Batista Lima intercalou a execução musical do repertório montado especialmente para o Halleluya, com mensagens de fé amparadas por trechos bíblicos. No show vários cantores católicos, entre eles Ana Grabriela, Beatriz Albano e André Teixeira cantaram com a banda O Farol, algumas faixas do novo disco, os quais foram convidados para participar dessa nova produção discográfica.

Batista Lima encerrou sua participação no festival cantando com muita alegria ao lado do cantor Cleiton Saraiva ‘Revolução Jesus’ uma das novidades do álbum e ainda fez uma pontinha no show do grupo Anjo de Resgate, interpretando a canção ‘Por Amor’ abrilhantando ainda mais o primeiro dia da festa católica na Cidade da Paz, como também é conhecido o Condomínio Espiritual Uirapuru. “O Halleluya é a voz de Deus que ecoa não só na cidade de Fortaleza, mas para o mundo. O Halleluya é essa unidade”, enfatizou.

A alegria de Batista animou o público. Os participantes atenderam ao convite de Batista de sair do chão e curtir a alegria de ser de Deus. “Ele nos mostra o Espírito de Deus através das músicas deles que são muito alegres”, destacou a auxiliar de produção, Socorro Mota, 27 anos. Também pulando muito e cantando, a estudante Ana Beatriz, 14, disse estar adorando o show. “Está ótimo e ele está cantando minha música favorita”, disse ao som de “Filho do Rei”.

O cantor comentou nos bastidores após o encerramento do show que uma das ideias a ser concretizada para o ano que vem, será a possibilidade da gravação do 1º DVD de Batista Lima católico no evento e motivos não faltam para tal escolha. “Quero que seja aqui no Halleluya. Foi onde Deus levou minhas canções a tantos jovens. Aqui foi o ápice de tudo”, destacou.

Nossas feridas nos levam para Deus

A nossa vida é uma constante busca. Mesmo que não pareça, passamos a vida inteira à procura de algo. Vivemos procurando por algo que nos realize e, muitas vezes, acabamos por preencher essa carência nas coisas materiais, em sentimentos e pessoas que possam nos fazer felizes e que nos completem. O ser humano precisa disso para viver, ou melhor, para sobreviver.
 
Perdemos o rumo de nossas vidas quando tentamos saciar a sede que há em nós nas pessoas. Nesse momento de imaturidade, não medimos esforços para nos realizar, para alcançar prazer, para satisfazer os nossos desejos. Transformamos o outro em um “estepe”, tratando-o como um objeto que vai “substituir” uma “peça” ainda não encontrada em nossa vida. Brincamos com o outro, mas, acima de tudo, com nós mesmos.
 
Quantos de nós já vivemos essa situação? Talvez, como ocorreu comigo antigamente, você tenha buscado ou esteja buscando preencher este vazio com uma vida afetiva e sexual desordenada, ou, quem sabe, esteja vivendo isso nas drogas, na bebida, nas compras no shopping, entre outros.
 
Chegamos ao fundo do poço. Não aguentamos mais, não queremos mais viver aquela vida de antes; nada nos preenche por inteiro. Mas é nesse momento, em um instante de graça, que encontramos o verdadeiro sentido das nossas vidas: Jesus. Por intermédio do sofrimento vivido por essa busca, acabamos por encontrar Aquele que esteve sempre ao nosso lado, somente esperando de nós um olhar em Sua direção para que Ele pudesse mudar as nossas vidas. Nosso Senhor vem e se apresenta a nós, leva-nos a uma experiência com Ele e muda a nossa vida totalmente.
 
Muitas vezes, depois do início de um processo de conversão, quando olhamos para a nossa história, sentimo-nos culpados por tudo aquilo que já fizemos de errado. Olhamos as nossas feridas e nos martirizamos, desejando nunca ter vivido nada daquilo. Desejamos, ardentemente, esquecer tudo o que aconteceu, passar uma borracha e apagar tudo isso das nossas mentes e corações. Por muito tempo, eu também desejei ardentemente isso para mim. 
 
Chegou um dia em que Deus mudou o meu olhar sobre a minha história. Ele me fez enxergar que, sem que eu percebesse, em tudo o que aconteceu em minha vida Ele sempre estava comigo. E que, em cada ato desordenado, no fundo, era Ele a quem eu procurava encontrar. Mesmo sem saber, em cada momento que eu tentava preencher o vazio com os meus erros, eu somente buscava e ansiava por Deus. Quando Nosso Senhor me fez tocar nessa realidade, meu coração se encheu de uma gratidão profunda por Ele, que me esperou e nunca me abandonou. O Senhor sabia que, mesmo errando e vivendo uma vida de pecado, meu coração ansiava somente por Ele.
 
Talvez você esteja vivendo essa situação em sua vida hoje. Talvez você esteja buscando preencher o seu vazio com pessoas, ou, quem sabe, já tenha encontrado o Senhor, mas continua se culpando por tudo o que viveu. Entenda: você está buscando ou sempre buscou por Deus. É Ele quem vai completar a sua vida. Pare de buscá-Lo nos lugares errados. Pare de “dar murro em ponta de faca”, Ele só espera um olhar seu.
 
Hoje, eu olho para a minha história e posso dizer: Bendito “fundo do poço” ao qual eu cheguei, pois este me levou a Deus. Busquei tanto, feri-me tanto, mas encontrei Aquele que deu sentido a todas as coisas em minha vida.
 
O maior desejo de nossas almas é o Senhor. Os nossos corações anseiam por Deus. Foi Ele quem eu sempre busquei. E ao me encontrar com Ele, pude entender isso. Custou-me, mas achei-O. Hoje, eu sei disso; e, como Santo Agostinho, eu digo: “Tarde te amei!”
 
Entenda: você sempre buscou Deus! Vá ao encontro d’Aquele que pode dar sentido à toda sua vida. Lembre-se: Ele só espera por um olhar seu!
 
[Renan Félix]

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Jovens recebem bandeira de Sta. Maria Madalena

Neste último domingo, dia 22 de julho, a Igreja Católica celebrou o dia de Santa Maria Madalena, em Teixeira a celebração foi festiva, já que Madalena é padroeira da cidade e em uma bonita e emocionante celebração foram encerradas as festividades religiosas da paróquia.

As celebrações tiveram inicio no dia 13 de junho quando a imagens da padroeira saiu da Igreja Matriz em peregrinação pelas comunidades rurais do município, já no dia 13 de julho a imagem foi recepcionada na entrada da cidade com uma gigantesca carreata que percorreu as principais ruas da cidade e o hasteamento da bandeira iniciando assim o novenário na zona urbana.

Além da festa religiosa, a festa da padroeira foi comemorada também socialmente com um pavilhão nos dias 13,14, 15, 20 e 21 onde artistas da terra se apresentaram em um palco montado ao lado da Igreja Matriz.

Neste domingo a celebração foi iniciada às 16h, em seguida os fiéis saíram em procissão com a imagem percorrendo as ruas da cidade e ao retornarem a igreja matriz foi feito o descerramento da bandeira, simbolizando assim o final das festividades, a bandeira foi entregue a um grupo de jovens da comunidade, lembrando a Campanha da Fraternidade 2013, que falará sobre a juventude, e também a Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá próximo ano no Rio de Janeiro, e terá representação da cidade.
 
Fonte: Teixeira1.com
 
 
 
 


domingo, 22 de julho de 2012

22 de julho: Dia de Santa Maria Madalena



Santa Maria Madalena
Oh grande santa
Protegei, protegei vossa terra
Protegei, protegei vosso povo
Dá-lhe fé, religião e civismo
Dá-lhe paz, saúde e prosperidade
Amparai suas necessidades
Santa Maria Madalena
Oh grande santa
Protegei, protegei vosso povo
Protegei vossa terra Teixeira