domingo, 14 de março de 2010

Assembléia Paroquial de Pastoral é encerrada com avaliação positiva, em Teixeira


A Assembléia Paroquial de Pastoral, realizada neste final de semana em Teixeira, foi avaliada positivamente pelo Pe. José Nildo Lopes. Segundo ele "foi como um Pentecostes, onde os agentes de pastorais foram iluminados e agora poderão seguir firmes na missão. A participação das pastorais foi à maior em seus quatro anos a frente da Paróquia."

Na sexta feira, a abertura das atividades aconteceu por volta das 19:00h com uma oração inicial. Em seguida o pároco deu suas orientações a todos os presentes e fez a leitura de um trecho do Documento de Aparecida. O encerramento aconteceu às 22h00, onde foi servido o lanche.

As atividades do sábado tiveram início em torno das 07:30h, com a Oração da Manhã. Logo após, foram divididos quatro grupos a partir de setores, os quais ficaram: setor social, setor de formação, comunidades rurais e membros de movimentos. Tal divisão aconteceu para que fosse debatido e respondido um questionário contendo perguntas e propostas de trabalho para todas as áreas que compõem a Igreja, a exemplo da Catequese, Juventude, Pastoral do Dízimo e Liturgia.

Os trabalhos foram retomados no período da tarde, com a continuação das respostas ao questionário, e para encerrar, a apresentação de todas as conclusões dos grupos.

As respostas e sugestões atribuídas por cada grupo serão unificadas na próxima reunião do Conselho Missionário Pastoral Paroquial (CMPP) e posteriormente encaminhadas para a Diocese de Patos.

O EJC esteve representado por Rejânio e Jéssica, membros do Núcleo Jovem, que também classificaram a assembléia como bastante proveitosa, uma vez em que o momento se constitui como oportunidade para troca de experiências e planejamento de metas para o decorrer do ano na Paróquia.


Confira mais fotos da Assembléia!




Retomada dos trabalhos na tarde do sábado


Trabalho de questionário em grupo


Pe. José Nildo Lopes


Apresentação dos trabalhos grupais










Equipe de Animação


Rejânio e Jéssica, representantes do EJC

Liturgia diária

4º Domingo da Quaresma
EVANGELHO
Lucas 15,1-3.11-32


Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar.2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 
3Então Jesus contou-lhes esta parábola:
11“Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 
13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 
15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. 
17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.
20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. 
21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.
22Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. 
25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 
27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. 
28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. 
31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’.


COMENTÁRIO
"Deus toma a iniciativa."
A parábola do filho pródigo ensina-nos a destacar a conversão na iniciativa de Deus. Em sua misericórdia, Deus prepara e aceita os primeiros sintomas de noso arrependimento. Seu perdão é completo e sem reprovações. O Reino de Deus fica cheio de felicidade quando um pecador é convertido.
Essa parábola é um resumo da história da salvação e uma síntese da história pessoal de cada um de nós.
O filho mais novo se emancipa, fracassa e retorna. É todo um processo psicológico de ida e volta, de fuga e retorno. Esse filho reflete uma situação humana, a imagem do homem pecador que se afasta de Deus e volta para ele.
Essa história fala da fragilidade, da miséria e do pecado do homem. E também do infinito e misericordioso amor de Deus. O mais novo reconhece seu pecado e volta arrependido. O mais velho, também pecador, considera-se perfeito. O pai sai ao encontro de ambos: um muda de vida e é justificado; o outro fecha-se em sua soberba e egoísmo.


"Provai e vede como o senhor é bom." Salmo 33(34),9a

sábado, 13 de março de 2010

Suas intenções são motivadas pelo quê?


Não há ninguém mais verdadeiro conosco do que nós mesmos. Comece a se observar para ver quantas surpresas terá. Quando nos analisamos vamos percebendo o tanto de qualidades que temos e também os pequenos e os grandes vícios que alimentamos. O EJC costuma fazer essa experiência e temos feito grandes descobertas sobre nós mesmos.

Cada vez mais o Espírito Santo nos tem levado a nos conhecer mais produndamente. É uma graça única conhecermos as nossas qualidades e as nossas limitações, para podermos melhorar.

Muitas vezes, queremos que as pessoas mudem, implicamos com elas, ficamos olhando para os seus defeitos e até nos irritamos com muitos de nossos irmãos, quando, na verdade, nós é que precisamos mudar.

Geralmente, nós nos achamos muito bons, mas se observarmos as nossas intenções em realizar cada coisa, nem sempre estas serão retas. Sempre há um certo interesse por trás ou o desejo de sermos reconhecidos… De alguma forma, queremos tirar proveito particular das situações e demonstrar que somos perfeitos.
Você já parou para se perguntar se as suas intenções realmente são sinceras e justas?

Muitas vezes, ajudamos alguém, mas a nossa real intenção não é praticar a verdadeira caridade, mas sim, ser reconhecidos e elogiados e até mesmo receber alguma recompensa humana.
Peçamos ao Senhor que purifique as intenções do nosso coração, para que possamos vê-Lo e imitá-Lo.


“Cria para mim um coração puro, ó Deus; enraíza em mim um espírito novo” (Salmo 50, 12).

Liturgia Diária


3ª semana da Quaresma
EVANGELHO
Lucas 18,9-14
 
Naquele tempo, 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10“Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’.
13O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’
14Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”.

COMENTÁRIO
"Da autossuficiência à comunhão"
A parábola do fariseu e do publicano ressalta um dos temas favoritos de Jesus que aparece no evangelista Lucas: aqueles que exaltam a si mesmos serão humilhados, aqueles que são humildes serão exaltados.
Essa parábola pode ser intitulada como "a falsa e a verdadeira religião". Aqui se confrontam dois mundos religiosos em estridente contraste entre si: um apresenta a justiça de Deus e o outro a implora a seus pés; um se sente credor de Deus e o outro um devedor insolvente.
Observe que o fariseu e o publicano representam dois polos extremos da sociedade religiosa do judaísmo da época de Jesus. O fariseu encarna a devoção extrema da Lei, é a sua suprema norma de fé. O publicano representa o ínfimo grau da vida judaica, por estar afastado do ideal religioso em função do seu ofício de cobrador de impostos.
Ser exaltado diante de Deus significa receber sua graça e seu perdão.

"Porque eu quero o amor mais que os sacrifícios" Oseias 6,6

sexta-feira, 12 de março de 2010

Assembléia Paroquial será aberta hoje


Terá início hoje (sexta-feira) a Assembléia Paroquial 2010, da Paróquia de Santa Maria Madalena.

A atividade reúne anualmente representantes de pastorais, movimentos e serviços, que juntamente com o Pe. José Nildo traçam metas e formulam o calendário para as atividades do decorrer do ano na Paróquia.

A Assembléia se iniciará as 19h00 no Salão Paroquial, e continuará amanhã nos turnos manhã e tarde.

Liturgia diária



3ª Semana da Quaresma
EVANGELHO
Marcos 12,28b-34


Naquele tempo, 28bum escriba aproximou-se de Jesus e perguntou: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” 29Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma , de todo o teu entendimento e com toda a tua força! 31O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes”.
32O mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”.
34Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus.

COMENTÁRIO
"O amor a Deus e o amor ao próximo são inseparáveis"
Os dois pilares da vida cristã são o amor a Deus e o amor ao próximo. Eles são inseparáveis, mas não devem ser confundidos. E estão unidos porque não podemos dizer que amamos a Deus de todo nosso coração sem amar nosso irmão: o verdadeiro amor por nosso irmão deve estar profundamente enraizado no amor de Deus.
Ambos não devem ser confundidos porque não podem ser intercambiáveis na vida prática. Precisamos nos relacionar com Deus (fé, oração) e com nossos irmãos (envolvimento, fraternidade), como duas realidades independentes, mas que provêm de uma mesma e única fonte.
Nossa vida cristã só tem sentido se for a expressão do amor que se manifesta no próximo como imagem de Deus. Ser cristão significa viver o amor em todas as suas dimensões. O próprio culto de nossa fé é insignificante sem o dinamismo divino do amor.

"Escuta, ó povo, a miha advertência: Sou eu, o Senhor, teu Deus." Salmo 80(81),9a,11

quinta-feira, 11 de março de 2010

Outonos e Primaveras...


Primavera é tempo de ressurreição. A vida cumpre o ofício de florescer ao seu tempo. O que hoje está revestido de cores precisou passar pelo silêncio das sombras. A vida não é por acaso. Ela é fruto do processo que a encaminha sem pressa e sem atropelos a um destino que não finda, porque é ciclo que a faz continuar em insondáveis movimentos de vida e morte. O florido sobre a terra não é acontecimento sem precedências. Antes da flor, a morte da semente, o suspiro dissonante de quem se desprende do que é para ser revestido de outras grandezas. O que hoje vejo e reconheço belo é apenas uma parte do processo. O que eu não pude ver é o que sustenta a beleza.

A arte de morrer em silêncio é atributo que pertence às sementes. A dureza do chão não permite que os nossos olhos alcancem o acontecimento. Antes de ser flor, a primavera é chão escuro de sombras, vida se entregando ao dialético movimento de uma morte anunciada, cumprida em partes.

A primavera só pode ser o que é porque o outono lhe embalou em seus braços. Outono é o tempo em que as sementes deitam sobre a terra seus destinos de fecundidade. É o tempo em que à morte se entregam, esperançosas de ressurreição. Outono é a maternidade das floradas, dos cantos das cigarras e dos assovios dos ventos. Outono é a preparação das aquarelas, dos trabalhos silenciosos que não causam alardes, mas que mais tarde serão fundamentais para o sustento da beleza que há de vir.


São as estações do tempo. São as estações da vida.


Há em nossos dias uma infinidade de cenas que podemos reconhecer a partir da mística dos outonos e das primaveras. Também nós cumprimos em nossa carne humana os mesmos destinos. Destino de morrer em pequenas partes, mediante sacrifícios que nos faz abraçar o silêncio das sombras...


Destino de florescer costurados em cores, alçados por alegrias que nos caem do céu, quando menos esperadas, anunciando que depois de outonos, a vida sempre nos reserva primaveras...

Floresçamos.

FONTE: www.fabiodemelo.com.br

Liturgia diária


3ª Semana da Quaresma
EVANGELHO
Lucas 11, 14-23

Naquele tempo, 14Jesus estava expulsando um demônio que era mudo. Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar, e as multidões ficaram admiradas. 15Mas alguns disseram: “É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios”.
16Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu. 17Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá uma casa por cima da outra.
18Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. 19Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes.
20Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus. 21Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros. 22Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou. 23Quem não está comigo está contra mim. E quem não recolhe comigo dispersa”.


COMENTÁRIO

"A atitude do coração"

Esse texto nos ajuda a entender o mistério da fé. Jesus expulsa um demônio do corpo de um mudo. Isso significa a ausência da Palavra de Deus e mostra que o Reino está acontecendo no mundo pelo poder do seu Filho.

Para aqueles cujos corações estão corrompidos, a expulsão dos demônios é um sinal suficiente para reconhecer Jesus e seu futuro Reino.

Para os que estão doentes por causa de seus pecados, o mesmo sinal tem um efeito contrário; eles não creem, chegando a acusar o Mestre de estar possuído pelo demônio.

Não basta acreditar em qualquer coisa. É preciso reconhecr Cristo como o libertador que salva de todo o mal. Ao expulsar os demônios, Jesus estabeleceu concretamente uma luta contra toda espécie de mal que ameaça o homem.


"Oxalá ouvísseis hoje a voz de Deus, não vos torneis endurecidos." Salmo 94(95),7c.8a

quarta-feira, 10 de março de 2010

Entrevista: "A Igreja precisa estar no meio dos jovens", diz bispo


Em entrevista coletiva para os departamentos de mídia da Canção Nova, o Bispo Auxiliar de Campo Grande (MS), responsável pelo Setor Juventude da CNBB, Dom Eduardo Pinheiro, SDB, junto com Dom Antônio Carlos Altiere, SDB, Bispo de Caraguatatuba (SP) e responsável pelo Setor Juventude do Vale do Paraíba, falaram sobre os desafios da evangelização no ano em que a ONU anuncia "O Ano Internacional da Juventude" e também da possibilidade de o Brasil sediar a Jornada Mundial da Juventude de 2014.


Confira a entrevista!

Cancaonova.com: Qual seria o primeiro passo em relação àqueles jovens que ainda não tiveram um envolvimento direto com realidades religiosas?

Dom Altiere: Penso que o maior testemunho de Deus foi enviar seu Filho, que se encarnou em nosso meio. Portanto, a proposta mais eficaz deve partir deste exemplo: a nossa inserção, a presença, a aproximação, de deixarmos nosso lugar, a nossa experiência, a visão das coisas e estar próximo dos jovens. Este é o primeiro passo para cativá-los, para poder penetrar no seu mundo com nossa linguagem e que possam nos entender e perceber a mensagem que queremos trazer, sabendo que nem sempre o êxito acontece. O próprio Jesus nos trouxe a riqueza da Salvação, mas não foi entendido por todos, então nos deixou a missão de continuarmos tentando semeá-la. A primeira atitude concreta é ir ao encontro, a estar no meio.
Dom Eduardo: Percebemos, no Evangelho, que nos narra sobre os discípulos de Emaús, uma orientação com referência a isso. Mesmo sendo os discípulos de Jesus, pessoas que estavam acreditando na proposta de d'Ele, houve momentos de crise, de dúvidas e angústias. Jesus chega nesta atitude de aproximação, de entender a sua realidade, as suas angústias, as dúvidas e os seus medos. Esse é um procedimento eficaz que dá certo, ou seja, entrar no mundo do jovem e entender quais são as suas perguntas e não se assustar com elas ainda que pareça um absurdo para nós adultos.
A atitude de Jesus Cristo é a aproximação e não só de conhecimento, pois este sabia o que se passava no coração desses discípulos desanimados. O fato de querer conhecer a vida dos jovens, os seus problemas e angústias, já revela em si o fato de se aproximar. Um carinho, uma atenção toda especial que faz o jovem acreditar na nossa proposta, na nossa presença, confiando em nós enquanto pessoas enviadas por Deus para ajudá-los, para auxiliá-los, animá-los e fazer com que o projeto de Jesus Cristo seja conhecido, acolhido, amado e vivenciado.

cancaonova.com: A ONU (Organização das Nações Unidas) declarou ser este ano o "Ano Internacional da Juventude". Qual o papel do jovem na Igreja?

Dom Eduardo: Essa notícia é algo muito recente. Já começando o ano soubemos desta proclamação da ONU e não podemos ficar de fora por vários motivos. Primeiro, porque a juventude é uma parcela muito querida pela Igreja. Podemos até não saber o que fazer com ela, junto com ela mas, é uma parcela muito querida. Escrevemos um artigo, e mandei em nome da CNBB um comunicado aos Bispos do Brasil, dizendo que aproveitem esse momento que também a sociedade e o mundo está proclamando como um momento especial de olharmos de um modo unico para os jovens e entender , se aproximar, criar um laço mais forte, tanto que o tema é: 'dialogo e entendimento mutuo'. A sociedade está percebendo este distanciamento, pois são dois grandes distanciamentos: O distanciamento da juventude com relação ao mundo adulto. Há uma linguagem nova que nós adultos não estamos entendendo, conectando, é preciso então ter esse diálogo, paciência em todos os setores sociais, eclesiais e a relação humana. Outro distanciamento é o dialogo dos jovens com a realidade do mundo. Alguns elementos que a ONU chama a atenção dentro deste ano é com a relação às problemáticas do mundo, tanto dos problemas ecológicos como também a miséria, o sofrimento e a violência. Como o jovem dialoga com esta realidade agressiva, que no fundo trás uma vontade de fugir. A problemática da droga, por exemplo, que é uma maneira de fugir desta realidade que é gritante e que exige um posicionamento. Este 'Ano Internacional' é algo muito interessante, acreditamos que se levado a sério toda a Igreja pode crescer. Este comunicado é que principalmente a Igreja, os adultos da igreja, os leigos, clero, religiosos se aproximem dos jovens e os jovens não tenham medo, se aproximem dos adultos e assim criemos uma unidade maior.
Dom Altiere: A ONU fala para o mundo em geral e para a sociedade, mas penso que para a Igreja tem um aspecto muito particular, pois a juventude é o rosto da Igreja. A Igreja que tem a presença do Espírito Santo e do Cristo ressuscitado, que vive para sempre, que não envelhece. Tem 2 mil anos na contagem humana e na sua historia, mas a Igreja tem uma dimensão sobrenatural e de eternidade. Se qualquer grupo social se preocupa com a juventude, porque é uma certeza de qualidade para o futuro de um país, a Igreja com maior razão deve manter a vivacidade, a criatividade da própria vida nova, de quem nasce no tempo novo, de quem esta sintonizado com o momento histórico. Tanto com a tecnologia, como as crianças que já nascem com a habilidade, uma sintonia com esta linguagem que nós adultos vamos mais devagar. Por isso a Igreja precisa da juventude para ser esta novidade e ter o frescor da boa nova.

cancaonova.com: Este ano a Canção Nova, por iniciativa do Eto, declarou ser também o ano da juventude nessa obra de Deus. Podemos afirmar que esta ação é um importante auxílio no resgate da juventude por meio da espiritualidade da RCC?

Dom Eduardo: Todo o mundo que quer trabalhar com a juventude e que coloca isso como prioridade deve estar atento a ter todos os mecanismos de aproximação da realidade juvenil. As realidades dos jovens na sociedade são várias, existem várias juventudes. Elas se diferenciam por questões geográficas, poder aquisitivo, miséria, drogas e universidade, então temos essa diversidade. Primeiro, devemos nos aproximar das diversas juventudes, entender sua realidade. Segundo, não perder o foco, pois queremos estar com os jovens, falar a linguagem dos jovens, aproximarmo-nos deles, mas devemos levar alguma coisa para ajudá-los a crescer. Muitas coisas vamos descobrir no caminho, mas o nosso foco é Jesus Cristo. O Evangelho tem um projeto do Reino de Deus, que nos fala de amor ao próximo, de fidelidade ao Pai e de corresponsabilidade com relação aos irmãos. Provoque nos jovens este olhar atento, bonito, saudável com relação a Deus e ao próximo, para que, crescendo nesta sensibilidade do amor a Deus e ao próximo, estejamos cumprindo o Evangelho. Estes são os elementos para dinamizar uma bonita prioridade, e que isso não seja somente neste ano.
Dom Altiere: Vejo essa intuição, a decisão do Eto de definir o ano da juventude, que já é um fruto do reforço carismático da Família Salesiana. No momento em que isso se consolida em um gesto concreto de sintonia e de resposta à ação do Espírito , que fez esta família se unir e crescer. Vejo a Canção Nova como tal, que tem este carisma da comunicação e vive a experiência da Renovação, um momento histórico, oportuno, porque nos fala Papa Bento XVI que precisamos partir de uma experiência pessoal com Jesus Cristo. Essa experiência em cada época teve um modo de atingir um 'tendão de Aquiles' por onde entrar; seja pela cultura, seja pela parte acadêmica, social, política. Hoje vemos, fruto do nosso mundo moderno, o capitalismo desenfreado, o individualismo crescente que leva à solidão e à carência. A coincidência do momento histórico, da necessidade do nosso povo, dos nossos jovens e a riqueza da redescoberta da força do Espírito na Igreja, que toca a pessoa no seu todo e não só na razão, é um momento histórico do Espírito, e portanto, daquela comunidade que tem a experiência concreta e vive esta espiritualidade. Por essa razão, é uma linguagem mais acessível e mais compreensível para os jovens. Esta missão não é para descobrir a missão de outros nem outros grupos da vida Salesiana na Igreja. Vocês têm, neste momento, o privilégio por estas coincidências que o Espírito suscita no tempo, aquele grupo que foi preparado, sonhado por Ele e que responde à Igreja atuante naquele momento histórico. Sempre haverá todas as outras urgências e necessidades, por isso, a manutenção dos demais carismas. Hoje, a necessidade do mundo e da juventude tem uma clara predisposição para que a Renovação Carismática e a Canção Nova possam ser o carro-chefe da comunicação deste grande valor que é a salvação e a santidade que Jesus quer nos dar.


cancaonova.com: Quais as possibilidades de a Jornada Mundial da Juventude ser no Brasil?

Dom Eduardo: As possibilidades são muito grandes. Desde 2007, quando em nome da CNBB, eu pedi ao Papa que ela fosse realizada no Brasil, porque todos viram a manifestação de alegria do Santo Padre quando ele esteve naquele encontro com a juventude no Estádio do Pacaembu, e desde aquela época, a CNBB tem enviado relatórios. Existem duas cidades que se pronunciaram que são: Belo Horizonte( MG) e Rio de Janeiro (RJ) e nós temos aí a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, então há possibilidade de a Jornada ser aí no meio desses dois grandes eventos. Nós estamos aí acompanhando e acreditamos que tem tudo para dar certo aqui no Brasil, nós precisamos agora acreditar e rezar para que tudo dê certo e já nos envolver neste ambiente de Jornada Mundial da Juventude. Nós vamos ter no ano que vem (2011) a Jornada Mundial da Juventude em Madri, e não é complicado ir a Madri. Talvez nós brasileiros não tenhamos ainda este hábito de ir para o exterior, mesmo porque as questões financeiras pesam bastante, mas não é impossível, porque hoje existem várias facilitações e se a gente se organizar e se planejar a gente consegue realizar o sonho, e eu acho que vai ser muito importante e significativo nós termos um bom número da juventude brasileira lá, porque é no penúltimo dia que o Papa anuncia oficialmente onde será a próxima Jornada. Estamos torcendo e temos a certeza de que Deus vai fazer a vontade d'Ele e a gente vai investir neste evento tão importante para a vida da Igreja, para a sociedade e para a juventude em geral.

FONTE: www.cancaonova.com